Ateus tentam impedir estudantes de orarem por criança doente em escola, mas efeito acaba sendo ao contrário
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Ateus tentam impedir estudantes de orarem por criança doente em escola, mas efeito acaba sendo ao contrário

  • 27 de setembro de 2018
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Um grupo de estudantes de uma escola do Ensino Médio decidiu se mobilizar, em oração, por uma colega que adoeceu. No entanto, eles foram proibidos de organizarem uma reunião de fé devido à ação de um grupo de ativistas ateus.

O caso foi registrado na cidade de Lake City, estado de Michigan (EUA), e gerou enorme repercussão. Tudo começou quando os alunos, voluntariamente, passaram a organizar encontros no campo de futebol americano da escola para orar por Harper, de 4 anos, que é filha do treinador da equipe local e foi diagnosticada com infecção intestinal.

O movimento de oração se fortaleceu na escola e também nas redes sociais, e chegou ao conhecimento da organização ateísta Freedom From Religion Foundation (FFRF). Repetindo o modus operandi adotado em diversas outras circunstâncias, os ativistas ateus ameaçaram processar a escola caso a direção não proibisse o uso das instalações pelos alunos para orarem.

“O distrito escolar pode se envolver de várias maneiras para mobilizar as pessoas em solidariedade à menina, mas não pode se envolver com a religião patrocinadora”, disse Colin McNamara, integrante do grupo ateísta, em entrevista ao portal UpNorthLive. “A Primeira Emenda da Constituição dos EUA proíbe atores do governo de endossar a religião. Eles são obrigados a serem neutros em relação à religião. Eles não podem endossá-la ou promovê-la”, acrescentou o ativista.

Segundo informações do portal Faithwire, a ação dos ativistas ateus foi recebida com desprezo por muitos moradores: “Os fatores externos devem ficar fora da nossa comunidade. Naquele momento, isso aconteceu para ajudar uma garotinha que todos apoiam”, disse o empresário Burce DeBoer.

A Associação de Ativistas pelos Direitos Civis de Michigan também analisou a situação e declarou apoio às queixas da FFRF. “A escola tem a responsabilidade de tratar como qualquer outra propriedade, e isso significa que ela deve permanecer livre da religião”, disse o co-fundador Mitch Kahle.

Com a enorme repercussão da história, a escola produziu um vídeo do encontro de oração e o publicou em sua página no Facebook, mas posteriormente terminou obrigada a deletá-lo, e esclareceu que fez esta escolha por questões legais.

“Nossos advogados nos aconselharam que nesta situação não podemos agir de acordo com nossas preferências pessoais, então nós relutantemente escolhemos remover a postagem”, anunciou a Lake City High School.

Embora os encontros dos estudantes tenham sido barrados na escola, milhares de pessoas estão sendo incentivadas a orar pela garotinha através do movimento #HarperStrong (“Harper forte” em tradução livre). “Conforme você passa pelas ruas, vê muitos #harperstrong”, disse a residente local Elizabeth Kramer, acrescentando que a controvérsia “só vai nos fazer avançar e lutar mais pelo apoio que a família merece”.

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