China aumenta perseguição a cristãos e transforma lei de Moisés em “nove mandamentos”
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

China aumenta perseguição a cristãos e transforma lei de Moisés em “nove mandamentos”

  • 11 de fevereiro de 2019
  • 0 Comentários

A iniciativa é parte de um processo cultural que o Estado chinês vem impondo à sociedade, chamado de “sinicização”, que é a adaptação de temas relacionados ao alfabeto, dieta, economia, indústria, linguagem, direito, estilo de vida, política, religião, escolhas artísticas, tecnologia, cultura e valores culturais à compreensão comunista adotada no país.

De acordo com membros da igreja Three-Self Patriotic Movement, no dia 1º de novembro, cerca de 30 funcionários da “equipe de inspeção patrulha” central para supervisão religiosa e da cidade de Luoyang e do Departamento de Trabalho da Frente Unida de Luoning chegaram à igreja na vila de Dongcun para realizar uma inspeção. Um oficial inspecionou a igreja completamente, parou em frente ao púlpito e apontou para um dos Dez Mandamentos exibidos na parede e ordenou sua exclusão: ”Isso deve ser removido”, disse ele.

De acordo com informações do portal Bitter Winter, os funcionários do governo imediatamente apagaram o mandamento que declara “Não terás outros deuses diante de mim”.

Na Bíblia, os Dez Mandamentos são as primeiras leis importantes que Deus, através de Moisés, apresentou à nação judaica. Eles formaram o núcleo da Lei de Moisés (também conhecida como Lei Mosaica), que se tornou a lei sagrada do povo judeu desde os tempos antigos até hoje. Eles também formaram a base da moralidade cristã e foram a inspiração para os códigos legais originais em muitas nações cristãs.

O líder da igreja e os membros se opuseram fortemente à remoção de um dos mandamentos da lei central de Deus. Um dos fiéis disse: “Isto não é apropriado. Eles estão falsificando as palavras de Deus! Estão resistindo ao Senhor!”.

Um funcionário da “equipe de inspeção de patrulha” os censurou. “Xi Jinping se opõe a essa afirmação. Quem ousa não cooperar? Se alguém não concorda, eles estão lutando contra o país”, declarou o oficial, que em seguida acrescentou: “Esta é uma política nacional. Você deve ter uma compreensão clara da situação. Não vá contra o governo”.

Na mesma época, diversas outras igrejas em toda China passaram a reportar o aumento da perseguição religiosa, inclusive com o fechamento das chamadas “igrejas subterrâneas” (comunidades não reconhecidas pelo governo como grupos religiosos legalizados) e demolição de templos.

Os fiéis apagaram o sinal dos Dez Mandamentos naquele dia, sob pressão das autoridades. Mais tarde, funcionários do Departamento de Trabalho da Frente Unidado condado tiraram uma foto e relataram o incidente a seus superiores.

Essa tentativa de controlar e mudar a fé da igreja aprovada pelo Estado é apenas o mais recente exemplo de uma guerra contínua contra o cristianismo fiel sob a bandeira da “sinicização”. Um membro da igreja lembrou: “Em agosto, a cruz da igreja foi retirada à força pelo governo. Agora, os Dez Mandamentos foram convertidos nos ‘nove mandamentos’. Na China, praticar sua fé é difícil”, desabafou.

Outro fiel também expressou suas queixas: “Eles estão tentando corromper nossa fé e nos fazer trair a Deus”. À medida que as autoridades promovem a “sinicização do cristianismo”, os cristãos na China estão sendo submetidos a ataques e controle cada vez mais severos. A doutrina cristã pura também está gradualmente sendo “corroída”: o Estado baniu as vendas da Bíblia, introduziu uma nova versão da Bíblia revisada pelo Partido Comunista Chinês (PCC) e exigiu que “valores socialistas centrais” devem ser ensinados como doutrina em todas as igrejas.

Essas ações, todas tomadas desde o início de 2018, estão minando a fé tradicional e a doutrina do cristianismo no país. A entidade A Voz da América informou que nos últimos anos, os líderes do PCC deixaram cada vez mais claro que todos os credos religiosos devem estar subordinados aos do partido, o que significa, na prática, que os cidadãos chineses que professam uma fé devem primeiro adorar o Partido Comunista, e só então eles podem adorar seu Deus.

 

Gospel+

Olá, deixe seu comentário para China aumenta perseguição a cristãos e transforma lei de Moisés em “nove mandamentos”

Enviando Comentário Fechar :/