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Agenor Duque explica por que evita atos políticos e questiona lideranças da direita: "Púlpito não é palanque"

Agenor Duque explica por que evita atos políticos e questiona lideranças da direita: "Púlpito não é palanque"

Em meio a sinais de cansaço de parte dos evangélicos com a politização das igrejas, o apóstolo Agenor Duque, fundador e líder da Igreja Plenitude do Trono de Deus, explicou por que se manteve distante de manifestações políticas promovidas pela direita nos últimos anos. Em entrevista ao podcast Os Fella’s Cast, ele afirmou que, embora se considere conservador de direita, se recusa a participar ou incentivar fiéis a atuarem como massa de manobra. Questionado pelo apresentador Éder Santos sobre sua ausência em atos públicos em apoio a políticos ou movimentos conservadores, Duque respondeu de forma direta: "Nunca usaria o povo da minha igreja para atender interesses partidários". Segundo ele, "o púlpito deve servir para pregar o evangelho, e não para mobilizar eleitores ou defender ideologias". O apóstolo também declarou que, em sua avaliação, "aproximadamente 80% dos presos pelos atos de 8 de janeiro são evangélicos", o que indicaria a influência de líderes religiosos sobre seus fiéis. Ele citou o caso de Clezão, um dos detentos que morreu em novembro de 2023 no presídio da Papuda, em Brasília, durante o banho de sol. Duque afirmou que o homem frequentava a igreja de um amigo seu, sem citar nomes, mas em referência indireta ao pastor Silas Malafaia e à Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC). Duque ainda questionou a coerência de lideranças da direita ao indagar por que as manifestações ocorrem na Avenida Paulista e não em frente à Papuda, onde estão detentos que são fiéis: "Se fosse realmente por amor às pessoas, iriam até elas. Mas fazem na Paulista porque querem visibilidade, chamar a atenção da esquerda e da mídia". Ao destacar que discordar não é odiar, usou o ex-presidente Jair Bolsonaro como exemplo. Disse que ora e jejua pelo político, mas não deixa de apontar falhas: "Bolsonaro não pediu pix para o Clezão nem para seus parentes, mas levantou milhões para si mesmo". As declarações geraram repercussão nas redes sociais, especialmente entre evangélicos divididos entre o engajamento político e a separação entre fé e governo. Duque reiterou que continuará priorizando o evangelho acima de qualquer alinhamento partidário, afirmando que a igreja, em sua visão, deve ser "voz profética, e não instrumento de propaganda política".

Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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