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Antes de desaparecer, corretora avisou à Justiça que temia pela própria vida; corpo é achado em GO, síndico confessa e filho é preso por obstrução

Antes de desaparecer, corretora avisou à Justiça que temia pela própria vida; corpo é achado em GO, síndico confessa e filho é preso por obstrução

A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 em Caldas Novas (GO), foi encontrada morta em uma área de mata em Ipameri, no sul do estado. Segundo a polícia, o síndico do prédio onde ela morava, Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, foi preso e confessou o homicídio, levando os investigadores ao local onde deixou o corpo. O documento obtido pelo g1 mostra que, antes de ser encontrada, Daiane enviou um e-mail ao 2º Juizado Especial Cível e Criminal de Caldas Novas no qual afirmou ter medo pela própria vida. No texto, ela relatou ofensas atribuídas a Maicon Douglas de Oliveira, filho de Cleber, e disse ter sofrido ataques de misoginia. A corretora escreveu que Maicon, também corretor, a teria hostilizado para que apenas ele trabalhasse com locações no prédio. Ainda de acordo com o documento, Maicon teria entrado em contato com ela pelo Instagram com mensagens ofensivas, termos humilhantes e depreciativos, causando impacto emocional. O e-mail cita um pedido de tutela provisória de urgência, considerando o desgaste emocional e supostos crimes contra a honra e a dignidade, além de pleito de indenização por danos morais. Em outro episódio, denunciado em maio de 2025, Daiane acusou Cleber de lesão corporal após, segundo ela, ter recebido um soco com o cotovelo durante uma discussão sobre falta de água no apartamento. A corretora filmou o momento. Sobre essa acusação, o g1 não obteve posicionamento da defesa de Cleber. Em depoimento à polícia, ele afirmou que Daiane o empurrou e que o celular dela caiu enquanto gravava a discussão. Cleber e o filho, o analista de sistemas Maicon Douglas de Oliveira, foram presos na madrugada de quarta-feira (28), em Caldas Novas. Conforme o delegado Pedromar Augusto de Souza, Maicon é suspeito de obstruir a investigação. O porteiro do prédio foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos; o nome não foi divulgado, e, por isso, o g1 não obteve contato com a defesa. Segundo apuração da TV Anhanguera, o corpo foi encontrado em estado de ossada em Ipameri, em uma mata a cerca de 20 quilômetros de Caldas Novas. Após a prisão nesta quarta-feira (29), o síndico mostrou à polícia o local em que deixou o corpo. Uma arte do g1 indicou que a distância seria de aproximadamente 15 quilômetros.

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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