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Ao chamar 'batuque' de 'chamamento de demônio', Osiel Gomes acende debate sobre ritmos no louvor

Ao chamar 'batuque' de 'chamamento de demônio', Osiel Gomes acende debate sobre ritmos no louvor

SÃO LUÍS (MA) — O pastor Osiel Gomes, líder da Assembleia de Deus em Tirirical e reconhecido no Maranhão por seu ensino bíblico, tornou-se o centro de um intenso debate teológico e litúrgico após a ampla circulação, nas redes sociais, de um vídeo em que critica o uso de ritmos percussivos no louvor.

No registro, ele condena a introdução de levadas complexas de percussão — que denomina de "batuque" — em cultos pentecostais brasileiros, citando práticas presentes em estilos como os "corinhos de fogo" e em congregações do movimento "reteté". Segundo o pastor, alguns padrões executados na bateria de igrejas evangélicas se assemelham a rituais de religiões de matriz africana. "Tem um batuque, irmão, que não é nosso; tem um batuque que é chamamento de demônio", afirmou.

Gomes argumentou ainda que fiéis têm manifestado comportamentos físicos que lembram a "abertura de sessão", sugerindo uma contaminação espiritual por meio da sonoridade e da síncope rítmica. O ponto mais controverso de sua pregação ocorreu quando citou o testemunho de uma pessoa vinda da chamada magia negra, que teria dito que muitas igrejas atuais estão usando "o nosso batuque".

Para o pastor, a igreja estaria perdendo sensibilidade espiritual ao substituir a adoração clássica por ritmos que, em sua avaliação, "perturbam" em vez de edificar. "Isso não é pra crente. Sabiam dessa?", questionou aos presentes.

As declarações trouxeram à tona a tensão crescente entre a tradição assembleiana e a influência do afro-gospel e de ritmos populares no louvor. Enquanto críticos apontam possível preconceito religioso nas falas, defensores de Osiel Gomes afirmam que ele busca proteger a "Doutrina e Bons Costumes" da denominação contra o que chama de sincretismo estético.

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Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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