Após 40 anos, Robert Morris, fundador da Gateway Church, se declara culpado por abuso de menor; acordo prevê 6 meses de prisão e indenização
Robert Morris, 64, fundador da Gateway Church, declarou-se culpado de abusar sexualmente de uma menina na década de 1980 e terá de se registrar como agressor sexual e pagar US$ 250 mil (cerca de R$ 1,3 milhão) de indenização à vítima.
A audiência ocorreu em 25 de setembro no Tribunal Distrital do Condado de Osage, em Oklahoma, diante da juíza Cindy Pickerill. O acordo firmado com a Justiça estabelece uma pena de 10 anos, com cumprimento de seis meses em regime fechado, além do registro como agressor sexual e do pagamento da indenização, segundo a NBC News.
A vítima, Cindy Clemishire, hoje com 55 anos, tinha 12 quando o abuso ocorreu. Ela compareceu ao tribunal acompanhada de familiares para ouvir o ex-pastor assumir a culpa. “Esse é um momento de justiça que esperei por toda a vida”, afirmou.
Morris construiu trajetória de ampla influência religiosa e política, tendo participado de eventos ao lado do ex-presidente Donald Trump. Sua posição começou a ruir em junho de 2024, quando Clemishire tornou públicos os relatos de abuso. Na sequência, a Gateway Church anunciou o desligamento de seu fundador.
Na época, Morris havia classificado o episódio como uma “falha moral” com uma jovem, sem detalhar os fatos. Com a confissão formal na Justiça, o caso ganhou contornos definitivos no âmbito legal e institucional.
A condenação repercutiu entre líderes religiosos e fiéis ligados à Gateway Church e a outras denominações nos Estados Unidos. Manifestaram-se sentimentos de choque e tristeza, além de apelos por maior transparência, prestação de contas e medidas de proteção a menores em contextos religiosos.
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel