Após disputa por púlpito, Jorge Linhares corta salário da filha em meio à movimentação para 2026
O pastor Jorge Linhares suspendeu o salário de R$ 9 mil da filha, a pastora Daniela Linhares, vice-presidente da congregação liderada pela família, após divergências internas sobre o espaço concedido ao pastor David Lacerda nos púlpitos da denominação. O cenário se desenvolve em meio a articulações políticas que podem envolver o ex-deputado federal Eduardo Cunha nas eleições de 2026.
Em meados de 2025, Jorge Linhares transferiu a direção de um dos cultos para David Lacerda. A medida gerou rápida repercussão negativa, e Daniela se manifestou publicamente contra a decisão do pai. Posteriormente, o líder religioso reviu a escolha e retirou o espaço anteriormente concedido a Lacerda. Na sequência, suspendeu a remuneração mensal de Daniela.
Em conversa exclusiva com a redação, Daniela confirmou a suspensão dos vencimentos e minimizou o impacto financeiro. "Como te disse, para mim é uma missão. Porque sou dizimista desde cedo, aprendi a ser fiel, e não me falta nada", afirmou.
O contexto familiar se entrelaça com a movimentação para as eleições legislativas deste ano. Eduardo Cunha articula uma candidatura por Minas Gerais e tem trabalhado para viabilizar programas de rádio voltados a igrejas no estado, estratégia que busca garantir palanque a lideranças evangélicas e que pode resultar em apoio de Jorge Linhares.
Paralelamente, Daniela Linhares avalia disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, o que pode colocá-la na mesma base de votos evangélicos do pai. Ela relatou ter sido procurada por nomes da direita nacional: "Eu fui convidada pela Damares [Alves] e pelo Cleitinho [Azevedo], mas ainda estou avaliando. Estudo política há mais de vinte anos, gosto muito, mas estou mais focada no ministério, tentando romper com o preconceito em relação ao ministério feminino. Mas não descarto a hipótese, sendo bem sincera".
Questionada sobre a possibilidade de o pai priorizar o projeto político de Cunha, Daniela foi direta e confirmou a aproximação do ex-deputado com templos mineiros: "Deixar de me apoiar para apoiar o Cunha, jamais; porém, o Cunha foi lá, sim, algumas vezes. Não só lá…".
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Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel