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Após dizer "Se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai", Pablo Marçal enfrenta repúdio e debate jurídico

Após dizer "Se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai", Pablo Marçal enfrenta repúdio e debate jurídico

SÃO PAULO (SP) — O empresário e influenciador digital Pablo Marçal voltou ao centro dos debates após a divulgação de trechos de uma entrevista concedida ao canal BNTV. Questionado se temia práticas de “macumbaria”, ele fez declarações consideradas ofensivas por entidades de direitos humanos a adeptos de religiões de matriz africana, como candomblé e umbanda, e associou a Bahia à falta de prosperidade.

“Se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai”, afirmou Marçal durante a transmissão. Em seguida, acrescentou: “Todo macumbeiro é um derrotado na vida. É gente invejosa e que não prospera”, atribuindo aos praticantes a suposta busca de auxílio espiritual para prejudicar pessoas bem-sucedidas.

Confrontado sobre o impacto das falas, Marçal tentou justificar que sua crítica não se dirigia à fé, mas ao que descreveu como um “perfil” de indivíduos invejosos. “Eu não tô falando aqui de religião”, disse, embora tenha reiterado as expressões depreciativas no mesmo bloco de respostas.

As declarações geraram repúdio imediato da Federação de Culto Afro-Brasileiro, de movimentos sociais e de parlamentares. Juristas e especialistas em direito constitucional destacam que o ordenamento jurídico brasileiro, respaldado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Lei nº 14.532/2023, enquadra condutas de injúria e discriminação religiosa no mesmo patamar de severidade do crime de racismo, considerados inafiançáveis e imprescritíveis.

Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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