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Após pressão interna, Arival Dias pede licença e deixa comando da Igreja Presbiteriana de Pinheiros

Após pressão interna, Arival Dias pede licença e deixa comando da Igreja Presbiteriana de Pinheiros

O reverendo Arival Dias Casimiro deixou o comando da Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP), em São Paulo, após o aumento da pressão interna provocado pela repercussão de um processo trabalhista no qual uma ex-funcionária o acusou de assédio e abuso espiritual.

A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo. Procurada pelo jornal, a assessoria contratada pela IPP informou que Arival pediu licença em comum acordo com o Conselho da igreja.

“Ciente dos fatos, o reverendo Arival, em respeito à família e à IPP, resolveu pedir licença em comum acordo com o conselho”, afirmou a assessoria.

Até o momento, não foi informado por quanto tempo Arival permanecerá afastado. Também não está esclarecido se a licença será temporária ou se poderá resultar em sua saída definitiva da função de pastor titular. Portanto, apesar de ter deixado o comando neste momento, não há confirmação oficial de uma renúncia definitiva ao cargo.

O afastamento ocorreu poucos dias depois de o Fuxico Gospel revelar detalhes do processo trabalhista movido por uma ex-funcionária da Junta Missionária de Pinheiros.

Na ação, a mulher acusou Arival de enviar mensagens e adotar comportamentos que considerava inadequados durante o período em que trabalhou na instituição. Foram anexadas ao processo conversas de WhatsApp e relatos sobre abordagens presenciais.

O processo terminou em acordo. A ex-funcionária recebeu R$ 106.347,92, além de honorários advocatícios. Não houve sentença de mérito reconhecendo a prática de assédio.

Documentos analisados pelo Fuxico Gospel mostraram ainda que Arival transferiu R$ 128 mil à Junta Missionária depois de a instituição comunicar à Justiça que havia realizado uma apuração interna e firmado ressarcimento com o colaborador apontado como responsável direto pelos fatos que deram origem à ação.

Na última semana, a própria IPP enviou uma carta aos membros da igreja na qual confirmou que Arival havia sido submetido a disciplina eclesiástica.

A igreja também informou que o pastor reconheceu a inconveniência de algumas mensagens e pediu perdão pessoalmente à ex-funcionária diante de integrantes do Presbitério de Pinheiros.

A nota ressaltou, porém, que o acordo trabalhista foi firmado sem sentença reconhecendo a ocorrência de assédio. A IPP afirmou ainda que o procedimento eclesiástico havia sido encerrado após o cumprimento da medida disciplinar.

Mesmo depois da manifestação da igreja, a permanência de Arival na liderança passou a provocar questionamentos no meio presbiteriano.

O Fuxico Gospel informou que algumas das principais lideranças reformadas do país ainda não haviam se manifestado publicamente sobre o episódio, apesar da crescente repercussão.

Arival também tornou privado seu perfil oficial no Instagram depois que o caso ganhou repercussão nacional. Na ocasião, não houve confirmação de que a mudança estivesse diretamente relacionada ao processo.

A Folha informou que procurou Arival por telefone e por mensagens, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.

Com o pedido de licença, permanece em aberto quem ficará responsável pela liderança da Igreja Presbiteriana de Pinheiros e se Arival retornará futuramente à função de pastor titular.

Correções: encontrou um erro? Fale com a redação do Fuxico Gospel.

Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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