Arco e flecha no palco da Marcha para Jesus: ato de Thalles Roberto divide público e levanta debate sobre segurança
SÃO PAULO, SP — A apresentação do cantor Thalles Roberto na Marcha para Jesus, realizada em 4 de junho, segue repercutindo nas redes sociais após o artista empunhar um arco e flecha durante a execução de "Eu Sou Blindado".
Conhecido pela energia em cena e por performances fora do convencional, o cantor introduziu o artefato de forma a ilustrar a guerra espiritual citada na letra. No ápice da música, posicionou a flecha em modo de ataque e tensionou a corda do arco, apontando a ponta tanto para a multidão quanto para as laterais do palco, onde estavam pastores, autoridades e a equipe de produção.
A atitude foi vista por parte do público como um sobressalto desnecessário em meio a uma aglomeração de milhões de pessoas. Nas plataformas digitais, as críticas se multiplicaram: diversos internautas argumentaram que o manuseio de armas brancas com potencial perfurante é proibido em locais públicos e representa risco desnecessário de acidente grave. "Uma inovação que beira a irresponsabilidade", escreveu um dos perfis.
Até o fechamento desta edição, Thalles Roberto não havia se manifestado para esclarecer se o equipamento usado era uma réplica cenográfica inofensiva ou um artigo esportivo real.
O episódio reacendeu o debate sobre os limites da teatralidade no cenário gospel contemporâneo. Enquanto defensores do cantor classificam a cena como expressão artística legítima do conceito de "blindagem espiritual", a ala mais tradicionalista e profissionais de segurança de eventos questionam o exagero visual. O espaço segue aberto para que a assessoria de Thalles Roberto envie nota de esclarecimento.
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Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel