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Bíblia não substitui explicações: Carlos Bezerra Jr. critica uso da fé como escudo político

Bíblia não substitui explicações: Carlos Bezerra Jr. critica uso da fé como escudo político

SÃO PAULO (SP) — O vereador, médico e pastor Carlos Bezerra Jr. (PSD-SP) usou as redes sociais para analisar a interseção entre fé e poder no Brasil e criticar o que descreve como um “padrão” no comportamento de figuras públicas: diante de denúncias ou investigações, recorrerem a símbolos religiosos e a discursos de “perseguição” para evitar a prestação de contas.

Com mais de duas décadas de vida pública, Bezerra Jr. afirmou que sua crítica não é à presença da fé no espaço público, mas à sua instrumentalização. Segundo ele, a fé voltada ao interesse público deve inspirar serviço, responsabilidade e transparência. “O problema é quando ela vira escudo, quando o nome de Deus entra em cena não para produzir verdade, mas para aliviar a cobrança”, disse. Para o parlamentar, há uma diferença entre viver e expressar a fé genuína e “usar” a religião como álibi para não responder a fatos concretos.

O vereador citou episódios recentes envolvendo diferentes figuras públicas para ilustrar que a performance religiosa costuma ser acionada quando a pressão política aumenta. Ele foi enfático ao afirmar que a Bíblia não pode substituir explicações e que o louvor não deve ser um substituto para a transparência.

Bezerra Jr. defendeu que a legitimidade da fé de um político não deve ser medida pelo discurso ou pela imagem projetada, mas pelos frutos das ações. “A pergunta é outra: essa fé está servindo à verdade, à justiça, ou está sendo usada para proteger gente poderosa?”, questionou.

O posicionamento do parlamentar reacende o debate nas igrejas sobre ética na política e os limites da exposição pública da fé. Ao classificar o uso indevido do nome de Deus como uma forma de “aliviar a cobrança”, ele desafia tanto o eleitorado quanto a classe política a distinguir entre testemunho cristão e estratégia de sobrevivência política.

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Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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