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BMW, Rolex e reviravolta: pastor relata doações de empresário alvo da PF e tentativa de reaver bens na 'Farra do INSS'

BMW, Rolex e reviravolta: pastor relata doações de empresário alvo da PF e tentativa de reaver bens na 'Farra do INSS'

O pastor César Belluci, líder da Sete Church, afirmou que o empresário Felipe Macedo Gomes, investigado no âmbito da operação da Polícia Federal conhecida como "Farra do INSS", doou a ele uma BMW X3 e um relógio Rolex como oferta pessoal e, posteriormente, tentou reaver os bens após se afastar da igreja. "Ele se desligou da igreja, mas depois retornou e pediu desculpas. Foi quando resolveu reaver o que havia doado", disse Belluci. O caso ganhou repercussão após a PF apurar o uso de associações de fachada para aplicar descontos irregulares em aposentadorias. Entre as entidades citadas está a Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), presidida por Gomes, que, segundo as investigações, teria movimentado centenas de milhões de reais em contratos considerados suspeitos. O pastor relatou ainda que, quando o empresário voltou a frequentar a igreja, o Rolex foi entregue novamente e, mais tarde, repassado a outra pessoa. "Guardei por um tempo e, depois, abençoei alguém com o presente. Nunca tive intenção comercial com aquilo", afirmou. Registros consultados pela reportagem indicam que a BMW citada segue vinculada a uma empresa controlada por Gomes. Modelos semelhantes do veículo ultrapassam R$ 80 mil, enquanto relógios Rolex do mesmo tipo podem chegar a até R$ 70 mil. Após a divulgação de um vídeo em que o empresário aparece em um culto atribuindo o sucesso financeiro à "mão de Deus" e ao pagamento do dízimo, surgiram especulações sobre eventual ligação entre as doações e o esquema investigado. Belluci nega qualquer relação da Sete Church com práticas ilícitas. "A igreja não é instrumento para lavar dinheiro. As contribuições são voluntárias e cada fiel decide o que deseja ofertar", declarou. Ele também disse não ter conhecimento sobre o ramo de atuação de Gomes e que o recebe "como qualquer outro membro". "A igreja é um lugar de acolhimento. Todos são bem-vindos, independentemente de seus erros ou acertos", afirmou. Felipe Macedo Gomes, de 35 anos, é apontado nas investigações como um dos principais nomes ligados às associações ABCB, Master Prev, ANDAPP e AASAP, que, de acordo com a PF, seriam responsáveis por descontos ilegais em benefícios previdenciários. Juntas, essas entidades teriam movimentado cerca de R$ 700 milhões. O empresário também possui participação em construtoras, empresas de tecnologia e varejo, além de já ter feito doações a políticos, entre elas uma de R$ 60 mil ao ex-ministro Onyx Lorenzoni (PP). Belluci reforçou que não mantém relação comercial com o empresário. "Não temos vínculo financeiro nem institucional. Nosso papel é espiritual, não empresarial", disse.

Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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