Cabo Daciolo aciona MPF e levanta dúvida sobre identidade de Lula em vídeos oficiais
O ex-deputado federal e pré-candidato à Presidência pelo partido Mobilização Nacional, Cabo Daciolo, gerou repercussão nas redes sociais ao endossar argumentos que questionam a identidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em declarações públicas direcionadas ao eleitorado, ele sugeriu a possibilidade de substituição do chefe do Executivo por sósias ou o uso de ferramentas de inteligência artificial na edição de vídeos oficiais que mostram a rotina de exercícios físicos do presidente.
O ponto central das alegações baseia-se no desempenho físico exibido nas imagens. Lula, de 80 anos, passou por cirurgia ortopédica no quadril no Hospital Sírio-Libanês. Daciolo questionou a intensidade das atividades de corrida e musculação divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social, afirmando que o ritmo demonstrado diverge do esperado para um paciente idoso em pós-operatório. “Tire a dúvida de todos os brasileiros que não acreditam também que esse cara aí que tá correndo pra lá e pra cá seja o Lula. Faz o exame aí pra todo mundo”, disse, ao cobrar formalmente uma verificação por parte do Ministério Público Federal.
Em sua fala, Daciolo também estabeleceu uma conexão entre o período de tratamento de saúde do presidente e a execução de três médicos em um quiosque na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, sugerindo suposta queima de arquivo ligada ao corpo clínico do Sírio-Libanês.
As investigações oficiais conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro concluíram, à época, que os profissionais de saúde foram assassinados por traficantes locais que os confundiram com integrantes de uma milícia rival, descartando qualquer vinculação política com o Palácio do Planalto.
A incorporação dessas narrativas à plataforma eleitoral do Mobilização Nacional ocorre em um contexto de acirramento das estratégias de engajamento que questionam mídias tradicionais. Enquanto o governo federal mantém a divulgação regular da agenda presidencial para atestar a governabilidade e a saúde do mandatário, setores da oposição utilizam o ceticismo das redes para contestar a percepção de normalidade institucional.
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Fonte: Fuxico Gospel
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