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Carrinho de bebê doado reaparece à venda por R$ 200 em Uberaba; pastora diz que valor vira alimentos e doadoras prometem acionar autoridades

Carrinho de bebê doado reaparece à venda por R$ 200 em Uberaba; pastora diz que valor vira alimentos e doadoras prometem acionar autoridades

UBERABA (MG) — Uma pastora, que não teve o nome divulgado, é acusada de solicitar doações em grupos de mães e, em seguida, vender parte dos itens na internet. A suspeita ganhou força após uma doadora reconhecer, em um site de vendas, o carrinho de bebê que havia entregado dias antes para ajudar uma família carente, anunciado por R$ 200.

De acordo com denúncias apuradas pelo portal local JM Online, a religiosa teria usado sua influência para sensibilizar integrantes do grupo de WhatsApp “Desapego Infantil”, pedindo móveis, roupas e utensílios sob o pretexto de assistência humanitária.

Confrontada pelas participantes, a pastora admitiu a venda dos itens. Ela alegou que o dinheiro obtido é utilizado para comprar fórmulas infantis e cestas básicas. Para as doadoras, a questão central é a transparência: “O absurdo reside em solicitar itens sob o pretexto puro de doação, sem informar aos doadores que parte do que recebe seria, na verdade, comercializada. A omissão transforma um ato de caridade em uma transação não autorizada”.

As doadoras dizem sentir-se enganadas e afirmam que pretendem acionar a Polícia Civil e o Ministério Público. Para a advogada e professora universitária Clébia Reis, o caso acende um alerta ao Terceiro Setor: “Se a venda de doações é uma estratégia válida para captar recursos, esta prática deve ser explicitada de forma clara aos doadores”. A jurista também alerta para a possibilidade de enquadramento da conduta como estelionato, a depender da apuração.

Se as denúncias avançarem, a conduta da pastora pode ser enquadrada em dois artigos do Código Penal, com a definição cabendo às autoridades competentes. Até o momento, nem o nome da religiosa nem o da denominação foram divulgados, em respeito à Lei de Abuso de Autoridade e ao sigilo do inquérito.

O Fuxico Gospel acompanha o caso e atualizará as informações assim que houver posicionamento oficial da Justiça. Correções, atualizações ou direito de resposta podem ser solicitados pelo e-mail [email protected].

Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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