CEMA pode ter arrecadado até US$ 3 milhões com 'certificações'; autoridades dos EUA apuram se houve outros envolvidos
BRASIL — A Chaplain Emergency Management Agency (CEMA), organização liderada por Mario Cesar Dos Santos Jr., pode ter movimentado entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões com cursos e "certificações" de capelania que estão sob investigação federal nos Estados Unidos.
A estimativa tem como base valores citados em documentos do Departamento de Justiça (DOJ) — entre US$ 400 e US$ 450 por certificação — e cenários de alcance de público ainda em apuração. O caso segue aberto para novas diligências e eventuais desdobramentos.
O Fuxico Gospel acompanha o caso desde a prisão do CEO, já noticiada anteriormente, e agora traz novos dados sobre a oferta de credenciais e itens associados a uma suposta "capelania" com aparência governamental.
De acordo com documentos mencionados pelo DOJ, Dos Santos organizou "múltiplos cursos" pelo país e ofereceu a participantes cartões de identificação, distintivos e certificados com selos de órgãos federais. O Departamento de Justiça afirma que ele alegava, de forma falsa, que a CEMA era endossada pela FEMA e que utilizou indevidamente selos da FEMA, do DHS e do FBI.
Segundo a denúncia, os treinamentos eram divulgados como "gratuitos para assistir", mas a CEMA cobrava pela "certificação" e por itens associados, com pagamentos registrados por meios como Zelle. Em um dos cursos monitorados, havia cerca de 30 a 45 pessoas.
O valor exato movimentado não foi divulgado oficialmente no processo e, portanto, deve ser tratado como estimativa. Para tornar a conta transparente: com ticket médio de US$ 425, 3.500 pagantes (em um universo de 5.000 participantes, com 70% de conversão) gerariam cerca de US$ 1,49 milhão apenas em certificações. Com a soma de itens (distintivos, roupas, acessórios) e cobranças adicionais descritas na investigação, a faixa pode subir para US$ 2 a US$ 3 milhões, a depender do volume real de vendas e do número de cursos realizados.
O DOJ informa que Dos Santos foi indiciado por um grande júri federal e preso. A acusação envolve o uso fraudulento de selos do governo em materiais distribuídos a participantes. Documentos oficiais também descrevem atividades em diferentes locais, incluindo a produção e distribuição de documentos, distintivos e cartões de identificação.
Na prática, apurações desse tipo avançam com análise de transações financeiras e depoimentos de participantes. Se forem identificados indícios de atuação coordenada de outras pessoas, novas imputações podem ser avaliadas durante o andamento do processo — especialmente em relação à organização de cursos, venda de itens, distribuição de credenciais e operação de pagamentos.
O Fuxico Gospel mantém a cobertura em página especial sobre a CEMA e seguirá atualizando à medida que novos documentos e diligências forem divulgados oficialmente.
Correções: encontrou um erro? Fale com a redação: [email protected].
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel