Cerveja entre evangélicos? Wellington Rocha rebate Luiz Rigonato e reacende debate em Goiás
RIO VERDE (GO) — O debate ético e doutrinário sobre o consumo de bebidas alcoólicas por cristãos ganhou um novo capítulo em Goiás após a publicação de um vídeo do pastor Wellington Rocha, presidente da Assembleia de Deus em Rio Verde, em resposta ao pastor Luiz Rigonato, uma das lideranças da Igreja Videira em Goiânia.
Rigonato defendeu em gravação que beber cerveja com moderação não constitui pecado, sustentando que as Escrituras condenam o excesso e a embriaguez.
No contraponto, Rocha apresentou uma resposta teológica detalhada e contestou as passagens bíblicas usadas por defensores do consumo moderado. Segundo ele, Mateus 15:11 ("o que entra pela boca não contamina o homem") trata dos rituais de purificação farisaicos, e não do uso de entorpecentes ou bebidas fortes.
O líder assembleiano também recorreu a Romanos 14 e a 1 Coríntios para lembrar o princípio paulino "tudo me é lícito, mas nem tudo me convém", e propôs outra abordagem: "O evangelho não é sobre descobrir até onde posso ir sem pecar, mas como posso agradar mais a Deus".
Ele citou Provérbios 20 e 23, que alertam a não "olhar para o vinho quando se mostra vermelho", e argumentou que o alcoolismo começa no primeiro copo, muitas vezes sob a justificativa do autocontrole. Rocha disse ter recorrido a dados de saúde pública de 2026 para respaldar a defesa da abstinência, destacando que parte da medicina atual indica não existirem níveis totalmente seguros para o consumo de álcool em relação a doenças e impactos sociais. Também questionou o motivo de um cristão lutar pelo direito de consumir algo que, em sua avaliação, destrói famílias.
Para além do caso específico, o posicionamento do pastor reafirma a rigidez de costumes tradicionalmente adotada pela Assembleia de Deus diante da flexibilização vista em comunidades de perfil neopentecostal ou de células, como a Videira. Segundo Rocha, a abstinência é uma postura de proteção espiritual e preservação do testemunho público da igreja.
O espaço segue aberto para que o pastor Luiz Rigonato ou a liderança da Igreja Videira apresentem suas considerações sobre o equilíbrio entre a liberdade cristã e o legalismo eclesiástico.
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Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel