COP30 no Pará: estorno de R$ 950 mil e pagamento de R$ 1,9 mi marcam contrato com Assembleia de Deus; uso do templo provoca crise
BELÉM (PA) — O Governo do Pará concluiu o pagamento líquido de R$ 1,9 milhão à Assembleia de Deus pela locação do Centro de Convenções Centenário durante a COP30. Segundo o Portal da Transparência, embora o contrato tivesse valor global de R$ 2.000.000,00, o montante efetivamente recebido apresentou diferença de R$ 100 mil, possivelmente referente a retenções tributárias ou descontos legais. O extrato do Contrato nº 69/2025 – SETUR, publicado no Diário Oficial em 14 de outubro de 2025, fixou R$ 2.000.000,00 para viabilizar o Pavilhão Pará Municípios. O espaço foi utilizado de 17 a 21 de novembro de 2025 para abrigar projetos de bioeconomia e vitrines municipais.
Na prática, o rastro financeiro da nota de empenho 2025NE001115 mostra que o desembolso ocorreu em etapas entre outubro e novembro de 2025. O sistema registra três ordens bancárias de R$ 950.000,00 e um estorno de R$ 950.000,00, resultando no pagamento líquido de R$ 1.900.000,00 ao beneficiário. Há registro de um estorno em 16 de outubro de 2025, seguido de reemissão em 17 de outubro de 2025, o que indica correção administrativa. Procedimentos desse tipo são comuns na gestão pública para ajustar dados bancários ou vínculos contábeis e, por si só, não configuram irregularidade no contrato relacionado à COP30.
Além do aspecto financeiro, o uso do templo provocou crise institucional na denominação liderada pelo pastor Samuel Câmara. Apresentações culturais e batuques realizados em um local consagrado foram criticados por fiéis, que qualificaram as atividades como prática pagã, gerando protestos internos e a saída de pastores dissidentes.
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Fonte: Fuxico Gospel
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