Corpo de corretora achado como ossada em GO será identificado por DNA dos dentes; síndico confessa e aponta local
A Polícia Científica de Goiás informou que a identificação do corpo da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, será feita por meio de DNA extraído de dentes, em razão do avançado estado de decomposição. O procedimento pode levar até sete dias e, somente após a conclusão, o corpo será liberado à família.
Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025. O corpo foi localizado na quarta-feira (28) depois que o síndico do prédio onde ela morava em Caldas Novas, Cleber Rosa de Oliveira, confessou o crime e indicou o local à Polícia Civil. A defesa do investigado afirma que ele está colaborando com as apurações.
Segundo a Polícia Científica, os restos mortais chegaram ao IML em estado de ossada, e o único material viável para a extração genética foi um dente. Para alcançar o material genético, é necessário um tratamento químico de quatro a cinco dias, seguido pela etapa de análise de DNA, que leva de um a dois dias. A corporação afirma que os procedimentos estão sendo realizados com celeridade e que a confirmação da identificação é esperada ainda nesta semana.
A PCI também realizou novos exames no condomínio e no veículo supostamente usado por Cleber. O objetivo é verificar a compatibilidade das versões apresentadas pelos envolvidos com vestígios coletados tanto no local quanto no carro, a fim de subsidiar a conclusão do inquérito policial.
A defesa de Cleber, representada pelo advogado Felipe de Alencar, disse que o investigado relatou ter usado arma de fogo no crime, sem detalhar as circunstâncias. Já o advogado da família da vítima, Plínio César Cunha Mendonça, afirmou que, conforme informações preliminares da polícia, foi encontrada uma bala alojada na cabeça de Daiane. Em declarações anteriores, o síndico mencionou um atrito com a vítima, sem que mais detalhes tenham sido divulgados.
O corpo foi abandonado em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas e, segundo a TV Anhanguera, a ossada foi localizada em Ipameri. Cleber Rosa de Oliveira foi preso no dia 28, suspeito de homicídio, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, por obstrução de justiça.
A defesa de Cleber informou ainda não ter tido acesso ao laudo necroscópico e reiterou que o cliente colabora com a investigação.
Fonte: G1 Globo
Fonte: G1 Globo