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Corretora morta em Caldas Novas havia denunciado síndico e filho ao Creci; pai confessa e filho é preso por obstrução, diz polícia

Corretora morta em Caldas Novas havia denunciado síndico e filho ao Creci; pai confessa e filho é preso por obstrução, diz polícia

A corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, morta em Caldas Novas, no sul de Goiás, havia denunciado o síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, e o filho dele, Maicon Douglas Souza de Oliveira, ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Goiás (Creci-GO). Nas representações, ela relatou que os dois estariam dificultando sua atividade de locação de imóveis por temporada e apontou que Cleber não tinha registro profissional no conselho. Pai e filho foram presos na madrugada de quarta-feira (28): Cleber é apontado pela polícia como autor do homicídio e confessou o crime, segundo a corporação; Maicon foi detido sob suspeita de obstrução da investigação.

O g1 confirmou no site do Creci-GO que Cleber não possui registro. Em nota, o conselho informou que, quando há reclamações envolvendo pessoas não inscritas, é instaurado procedimento para apurar os fatos e, concluído o processo, os autos são encaminhados à autoridade policial por se tratar de contravenção penal.

O g1 buscou as defesas de Cleber e de Maicon, mas não obteve retorno até a última atualização deste texto.

Em entrevista à TV Anhanguera, o coordenador jurídico do Creci, Fernando de Pádua Silva Leão Júnior, afirmou que as dificuldades atribuídas aos dois estavam relacionadas ao manejo da locação por temporada, foco do trabalho de Daiane.

Segundo o Creci, a representação envolvendo Maicon apontou indícios de infração ético-disciplinar e foi remetida à Comissão de Ética e Fiscalização Profissional. A entidade ressaltou que sua competência se limita a apurar e julgar condutas de profissionais regularmente inscritos, enquanto a investigação criminal cabe às forças de segurança.

De acordo com a polícia, Daiane foi morta em 17 de dezembro, no condomínio onde morava e administrava apartamentos da família. Ela e o síndico acumulavam um histórico de conflitos há mais de um ano, com registros de ocorrências e ações judiciais. Ainda segundo a investigação, as desavenças começaram após Cleber perder para Daiane a administração dos imóveis da família dela.

Após ser preso, Cleber levou os policiais ao local onde, segundo ele, ocultou o corpo de Daiane: uma área de mata a cerca de 20 km de Caldas Novas, já em Ipameri, às margens da GO-213. Ele negou a participação do filho no homicídio, conforme relato da polícia.

Fonte: G1

Fonte: G1

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