Crente pode se divertir: Carlos Moysés revela estratégia por trás de astronauta, voos e acrobacias no palco
SANTO ANDRÉ (SP) — Carlos Moysés, pastor, vocalista e mentor criativo do conjunto Voz da Verdade, voltou a repercutir nas redes após, em um podcast recente, detalhar a filosofia por trás de suas apresentações. Conhecido por quebrar protocolos com performances inusitadas, ele afirmou que a chamada "irreverência" é intencional e tem caráter pedagógico: mostrar que a vida cristã pode ser leve, livre e divertida e, nas palavras dele, que "crente pode se divertir".
Entre os momentos que ganharam destaque, Moysés relembrou o DVD Espelhos, quando vestiu um traje completo de astronauta, desceu do palco e dançou no meio do público. O episódio, que rendeu o apelido de "moonwalker da terceira idade", surpreendeu seguranças e plateia; segundo o pastor, a ideia era romper a barreira entre o altar e o povo.
No DVD Quando Deus Se Cala, ele manteve a proposta lúdica ao desfilar em um "trenzinho" pelo ginásio, em alusão ao clássico Trem das Sete. Já no DVD Somos Mais Que Vencedores, utilizou cabos de aço para "voar" durante a canção Crente Não Morre Na Praia. Em Ainda Estou Aqui, fez uma bananeira em pleno palco; entre outras intervenções, cita também deitar no chão durante a música Som do Hagrid. "Eu queria realmente cutucar os crentes para que entendessem que tem como ser livre na presença de Deus", disse.
Para admiradores, Moysés antecipou a "espetacularização" do evangelismo sem abrir mão de letras de teor teológico sob uma camada de entretenimento. Performances antes classificadas por parte do público como "loucura" passaram a ser vistas, por seus defensores, como atos de liberdade ministerial que marcaram gerações interessadas em uma fé menos engessada.
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel