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Crise no Irã: apelo de David Quinlan e carta de pastor relatam bloqueio de internet e “massacre silencioso”

Crise no Irã: apelo de David Quinlan e carta de pastor relatam bloqueio de internet e “massacre silencioso”

SÃO PAULO (SP) — O cantor David Quinlan usou as redes sociais para um apelo em favor do povo do Irã, país que enfrenta uma de suas crises internas mais graves na história recente. Desde o colapso da moeda nacional no fim de 2025, o país registra uma escalada de protestos que evoluiu para um levante contra o regime islâmico.

Em sua manifestação, Quinlan descreveu o cenário como um “massacre silencioso”, afirmando que cidadãos iranianos têm sido violentamente reprimidos por reivindicar mudanças políticas e econômicas. Ele disse acompanhar os acontecimentos com angústia e conclamou cristãos brasileiros a se unirem em oração e intercessão contínua pela nação persa. Para o cantor, o sofrimento do povo iraniano não pode ser tratado com indiferença, e a fé cristã demanda posicionamento diante da injustiça e solidariedade com pessoas que enfrentam perseguição.

Quinlan também divulgou uma carta do pastor iraniano Nathan Rostampour, colaborador de organizações internacionais como Voz dos Mártires e Portas Abertas. No documento, Rostampour afirma que o governo desligou o acesso à internet em diversas regiões como estratégia para isolar famílias, dificultar a organização de protestos e ocultar a repressão do escrutínio internacional. “O silêncio não é neutralidade; é abandono”, escreveu o pastor, alertando para o risco de que o mundo ignore uma tragédia humanitária em curso.

O apelo do artista dedica atenção especial às comunidades cristãs clandestinas no Irã, que permanecem ativas apesar do risco constante de prisão, tortura e até execução. Segundo Quinlan, muitos cristãos iranianos seguem orando não apenas por proteção pessoal, mas pela transformação e liberdade de toda a nação. Ele incentivou líderes evangélicos brasileiros a usar suas plataformas digitais para ampliar a visibilidade do que ocorre no país e contornar o bloqueio informativo atribuído ao regime.

A instabilidade que atinge o Irã em janeiro de 2026 é associada a anos de sanções internacionais e à má gestão econômica interna, culminando em hiperinflação no fim de 2025. Diferentemente de levantes anteriores, o movimento atual reúne diferentes camadas sociais, unidas pelo colapso do poder de compra e pela perda de perspectivas. Analistas apontam que o bloqueio da internet se tornou uma ferramenta central do governo para frear a organização popular e impedir a circulação de imagens de repressão para o exterior. Nesse contexto, a mobilização da Igreja global — impulsionada por vozes como a de David Quinlan no Brasil — é apresentada como uma forma de pressão diplomática indireta, mantendo a crise humanitária iraniana em evidência e reforçando denúncias de violações de direitos humanos.

Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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