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Decisão judicial, vídeos e ponto cego: polícia vê indícios de premeditação na morte de corretora em Caldas Novas; síndico nega

Decisão judicial, vídeos e ponto cego: polícia vê indícios de premeditação na morte de corretora em Caldas Novas; síndico nega

O síndico Cléber Rosa de Oliveria foi preso temporariamente, junto do filho Maicon Douglas de Oliveira, suspeito de envolvimento na morte da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, em Caldas Novas (GO). Em coletiva nesta quarta-feira (28), a Polícia Civil afirmou ver indícios de premeditação, apesar de Cléber negar ter planejado o crime. Segundo os delegados responsáveis pelo caso, o histórico de conflitos entre o síndico e a vítima, aliado ao modo de execução, indica que a ação não foi impulsiva. Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 e seu corpo foi localizado em uma área de mata após mais de 40 dias. De acordo com a investigação, os atritos começaram em 2024, quando a família de Daiane retirou de Cléber a administração de seis apartamentos do prédio. Houve, desde então, registros de disputas judiciais e procedimentos policiais. Um ponto considerado relevante pela polícia é uma decisão judicial favorável à corretora, com trânsito em julgado em 11 de dezembro de 2025, seis dias antes do desaparecimento. A sentença garantiu a ela acesso às áreas comuns do prédio, reconheceu abusos na administração e determinou indenizações por danos morais e materiais. Conforme a apuração, Daiane foi ao subsolo do edifício após perceber que apenas o apartamento dela estava sem energia. Antes disso, gravou e enviou vídeos a uma amiga relatando o problema; um terceiro vídeo foi gravado, mas não chegou a ser enviado. Os delegados afirmam que o local dos disjuntores é um ponto cego do sistema de câmeras, informação conhecida pelo síndico, e que ele já teria, em outras ocasiões, desligado padrões de energia para provocar conflitos. A análise das imagens aponta que o crime ocorreu em cerca de oito minutos, sem circulação de outras pessoas no trecho, o que, segundo a polícia, demonstra conhecimento da rotina e dos acessos do prédio. Em depoimento, Cléber disse que não houve planejamento e que a morte ocorreu após um atrito no subsolo; ao ser questionado sobre a dinâmica do homicídio, optou por permanecer em silêncio. A Polícia Civil, no entanto, afirma que o conjunto de provas indica ação previamente pensada. A prisão temporária foi decretada por 30 dias e pode ser prorrogada. Novas diligências e laudos periciais devem esclarecer a dinâmica do crime e a possível participação do filho, preso sob suspeita de obstrução da investigação. Veja outras notícias da região no G1 Goiás.

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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