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Desaparecimento em Caldas Novas: vídeo interrompido, porta trancada e prédio com múltiplas entradas desafiam a investigação

Desaparecimento em Caldas Novas: vídeo interrompido, porta trancada e prédio com múltiplas entradas desafiam a investigação

O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, 43 anos, em Caldas Novas (GO), completa quase 40 dias e segue sem respostas. A Polícia Civil montou uma força-tarefa para apurar o caso, enquanto família e amigos aguardam esclarecimentos.

Em 17 de dezembro, no prédio onde a família mora, no centro da cidade, Daiane foi ao subsolo para restabelecer a energia do apartamento, que estava sem luz. Câmeras registraram a corretora no elevador por volta das 19h, enquanto ela gravava um vídeo para uma amiga. A gravação foi interrompida e não chegou a ser enviada. Depois de sair da cabine, segundo a família, ela não voltou a aparecer nas imagens. Outro ponto relatado é que a porta do apartamento, deixada aberta por Daiane, foi encontrada trancada posteriormente. A família destaca ainda que ela tinha desavenças com vizinhos, incluindo processos na Justiça.

De acordo com o delegado André Luiz Barbosa, responsável pela investigação, a dinâmica do condomínio — formado por vários blocos, cada um com administração e entradas próprias — dificulta o rastreamento de eventuais deslocamentos. A equipe realizou vistorias no local para mapear a estrutura e orientar as diligências. Segundo os familiares, não há registros da saída de Daiane do prédio nem do retorno ao apartamento.

O gravador das câmeras de segurança do condomínio (DVR) foi recolhido e encaminhado à perícia. A Polícia Civil também apreendeu objetos pessoais no imóvel, entre eles uma escova de cabelo, para análise de DNA, e o notebook de Daiane, que permanece sob custódia desde o início da apuração. O sigilo bancário foi quebrado e não foram identificadas movimentações após o desaparecimento. Varreduras foram realizadas no entorno do prédio, e não houve novos sinais do celular da corretora.

A polícia informa que trabalha com todas as hipóteses, da possibilidade de saída voluntária até a de que Daiane tenha sido levada a outro local e morta, diante do período prolongado sem contato.

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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