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DNA confirma corpo de Daiane; vídeo registra últimos momentos e síndico segue preso em Caldas Novas

DNA confirma corpo de Daiane; vídeo registra últimos momentos e síndico segue preso em Caldas Novas

A mãe de Daiane Alves Souza relatou dor, revolta e alívio ao reconhecer o corpo da filha, corretora de imóveis de 43 anos, em Caldas Novas (GO). “Ela vai ser colocada num lugar de descanso”, disse. Um vídeo gravado pela própria Daiane mostra seus últimos momentos com vida. O síndico do prédio onde ela morava e trabalhava, Cleber Rosa de Oliveira, permanece preso. Em nota, sua defesa afirma que ele colabora com as investigações e aguarda a conclusão do inquérito. Um exame de DNA da Polícia Científica de Goiás confirmou a identidade do corpo, localizado em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, em avançado estado de decomposição. A irmã de Daiane, Fernanda Alves, disse que a família vive um momento de despedida, mas também de recomeço, com a intenção de buscar justiça. Na última semana, a Polícia Civil realizou novas perícias no prédio onde a família de Daiane tem seis apartamentos. Segundo o delegado André Barbosa, em entrevista à TV Anhanguera, houve uma simulação para esclarecer a dinâmica dos fatos, incluindo disparos de arma de fogo. A perícia ainda não foi concluída, e não há definição sobre a causa da morte nem confirmação se houve tiros. A Polícia Científica informou que novos detalhes serão divulgados apenas após o laudo final. Além de Cleber, o filho dele, Maicon Douglas Souza de Oliveira, foi preso por suspeita de obstrução de justiça. Em nota, os advogados de Maicon afirmam que ele não tem envolvimento com o crime e destacam que a autoria foi confessada exclusivamente por Cleber. A defesa informa que Maicon passou por audiência de custódia em 29/01/2026, prestou depoimento, respondeu a todas as perguntas e negou participação, e que medidas estão sendo adotadas para restabelecer sua liberdade. Daiane desapareceu em 17 de dezembro, após descer ao subsolo do prédio para religar a energia do próprio apartamento. Segundo a mãe, as duas haviam combinado se encontrar no dia 18 para tratar das locações de fim de ano. Ao chegar, ela não encontrou a filha; disse que Daiane havia deixado a porta do apartamento aberta, mas o imóvel foi encontrado trancado. A família registrou boletim de ocorrência no mesmo dia. A irmã de Daiane afirma que o síndico buscava impor ordens na propriedade da família e via como inimigos aqueles que não obedeciam. Ela cita ações movidas por Daiane contra Cleber por perseguição e outra, em maio de 2025, por lesão corporal, na qual ele é acusado de dar uma cotovelada na corretora durante um confronto sobre desligamento de energia. De acordo com a Polícia Civil, o síndico foi preso por suspeita de homicídio e ocultação de cadáver. Em depoimento, ele disse que agiu sozinho e que cometeu o crime após uma discussão no dia do desaparecimento. As investigações continuam, e os laudos periciais vão orientar os próximos passos do caso.

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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