Do monte à canção: a visão que antecedeu 'Árvore Cortada' e impulsionou a carreira de Valesca Mayssa
Valesca Mayssa relaciona a primeira música de grande alcance a uma lembrança da adolescência vivida com os pais e uma tia. Antes de “Árvore Cortada” alcançar milhões de ouvintes, a cantora guardou por dois anos a imagem recebida durante uma subida ao monte com a família. Segundo a biografia divulgada por sua equipe, havia uma grande árvore no local. Naquele cenário, uma tia afirmou que Valesca cresceria e daria muitos frutos, como a planta à frente deles. A adolescente voltou para casa sem uma canção pronta; a composição viria mais tarde, quando a lembrança encontrou uma nova linguagem.
Valesca começou a cantar ainda criança, influenciada pela mãe. Aos 10 anos, aprendeu violão; aos 12, já escrevia suas próprias músicas. Depois de retornar com a família para Ribeirão Preto, viveu o episódio no monte, apresentado na biografia como uma palavra determinante para a decisão de seguir na música. Dois anos depois, compôs “Árvore Cortada”, cuja letra usa a imagem de uma planta derrubada que ainda preserva vida na raiz.
Lançada em 2019, a canção se tornou o primeiro grande trabalho de Valesca. O alcance nas plataformas levou a artista a igrejas de diferentes partes do Brasil e abriu espaço para novas interpretações. Entre elas está a de Kellen Byanca, filmada cantando diante de uma lanchonete enquanto vendia bolos de pote. O vídeo ajudou Kellen a chegar à mesma gravadora de Valesca e resultou em uma versão conjunta da música.
Para Valesca, a árvore estava ligada a uma lembrança familiar e à expectativa sobre o futuro; para Kellen, a mesma música apareceu em um dia de necessidade financeira. As duas histórias se encontraram sem planejamento. A composição que nasceu de uma imagem no alto de um monte passou a acompanhar uma menina que cantava para ajudar a família. A trajetória de Kellen Byanca e do vídeo que mudou sua rotina também é relatada em material específico.
O percurso de “Árvore Cortada” mostra como uma canção pode deixar de pertencer apenas à experiência de quem a escreveu e ganhar novo significado na vida de quem a interpreta.
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel