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Em vídeo, Otoni de Paula rejeita versão de Michelle Bolsonaro sobre cultos domésticos e faz alerta às igrejas

Em vídeo, Otoni de Paula rejeita versão de Michelle Bolsonaro sobre cultos domésticos e faz alerta às igrejas

O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), pastor da Assembleia de Deus Missão e Vida, publicou um vídeo em que contesta uma declaração de Michelle Bolsonaro feita durante culto na Adalpha Church, em São Paulo, no último domingo (7). Na ocasião, a ex-primeira-dama afirmou estar impossibilitada de realizar cultos domésticos devido a restrições relacionadas à suposta prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No vídeo, Otoni de Paula classifica a tese como "falaciosa, mentirosa e oportunista" e afirma que não há determinação judicial que impeça Michelle Bolsonaro de cultuar em sua residência. Segundo ele, "o ministro Alexandre de Moraes não proibiu a irmã Michelle Bolsonaro de fazer culto dentro da casa dela. Ela pode cantar hinos ao Senhor, evangelizar o esposo e até chamar as pessoas que trabalham na casa. O que não pode é levar pessoas de fora, porque a residência virou prisão preventiva do ex-presidente".

O parlamentar ressaltou que não está defendendo o Supremo Tribunal Federal, mas o que considera ser a verdade. Ele lembrou ter sido alvo de busca e apreensão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes e de ter permanecido dois anos sem acesso às redes sociais, sem, contudo, entender esses episódios como perseguição religiosa.

Para Otoni de Paula, líderes religiosos não devem transformar disputas políticas em pauta espiritual, sob risco de expor igrejas a problemas concretos com a fiscalização estatal. Ele citou como exemplo o temor de auditorias da Receita Federal em templos, afirmando que esse seria um cenário de real preocupação.

Em apelo direto a Michelle Bolsonaro, o deputado pediu que a fé evangélica seja mantida fora da polarização política. "Por favor, irmã Michelle, deixe a igreja de fora disso. Ela já sofreu demais com esta polarização. Nós não fomos chamados para polarizar, mas para pregar o ministério da conciliação", disse.

Antigo aliado de Jair Bolsonaro, Otoni de Paula se define atualmente como ex-bolsonarista e afirma ser uma voz dissonante em relação a lideranças como o pastor Silas Malafaia, que defendem a tese de perseguição religiosa. "Não quero que levem a igreja para essa vala comum. Essa narrativa é interesseira e apenas política", concluiu. O deputado reforçou sua posição crítica no segmento evangélico e pediu discernimento entre questões de fé e disputas partidárias.

Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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