Entre vitrais, coro e 'Jeito Sexy', Priscilla responde críticas com show de alto impacto no The Town
Priscilla, artista que iniciou a carreira no gospel e migrou para o pop, apresentou neste sábado um show de forte carga estética e musical no palco The One do festival The Town. Diante de críticas de parte do antigo público evangélico, optou por responder no palco: abriu com "Correntes", cercada por simbologias religiosas — um vitral de igreja ao fundo, o Ghetto Heart Choir e uma banda vestida de preto —, enquanto usava figurino vermelho justo que deixava à mostra algumas tatuagens.
O tom provocador também esteve nos convidados. O trio Fat Family participou com o sucesso "Jeito Sexy", em momento recebido com euforia pelo público. "Pode sair odiando esse show, mas esse momento é uma unanimidade", disse Priscilla, em tom bem-humorado. Na sequência, ela apresentou "Boyzinho", um pop black animado, antes de receber Luccas Carlos, um dos principais nomes do R&B nacional.
Luccas interpretou "O que quiser fazer", "Músicas de amor nunca mais" (com BK’), "Só (mais) uma vez" e "Djavan". Depois, voltou ao palco para um dueto com Priscilla em "Sem ninguém", cuja química rendeu aplausos calorosos.
Em outro momento, Priscilla revisitou "Ela partiu", de Tim Maia, acompanhada pelo Ghetto Heart Choir, em releitura que uniu soul e espiritualidade. Já "Sobrevivi" e "Survivor" (do Destiny’s Child) recuperaram a energia de fervor gospel, evidenciando as raízes da cantora.
Ao fim, a apresentação se consolidou como uma celebração da herança black na música brasileira. "Me amordaçaram pensando que iam me calar / Se esqueceram que não preciso de palavras para falar", entoou em "Correntes", sintetizando o espírito de resistência e a busca por liberdade artística que atravessou todo o show. Com performance intensa e repleta de simbolismos, Priscilla sinalizou que não pretende se encaixar em rótulos, mas seguir afirmando sua identidade.
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel