Foi a IPU, não a IPB: o que muda com a decisão sobre pastores LGBTQIAPN+
A decisão que gerou debates sobre a inclusão de pessoas LGBTQIAPN+ em comunidades presbiterianas partiu da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU), e não da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), que mantém ligação histórica com o Instituto Presbiteriano Mackenzie.
A IPU aprovou, em sua assembleia geral realizada entre 17 e 19 de julho de 2026, em Salvador (BA), um parecer que reconhece a possibilidade de as igrejas locais receberem pessoas LGBTQIAPN+ como membros. O documento também abre a possibilidade de atuação no pastorado, desde que sejam cumpridos os critérios de vocação, formação e reconhecimento ministerial exigidos pela denominação.
A decisão não impõe uma interpretação doutrinária única a todas as congregações da IPU. O modelo aprovado preserva a autonomia das comunidades locais: igrejas com compreensão inclusiva poderão receber membros LGBTQIAPN+ e encaminhá-los ao ministério pastoral; já aquelas com reservas teológicas não serão obrigadas a alterar sua posição sobre sexualidade, mas deverão observar compromissos mínimos contra discriminação, discursos de ódio e violência espiritual.
O documento rejeita práticas que prometem alterar a orientação sexual de uma pessoa, como as chamadas “terapias de reversão” ou “cura gay”.
Fundada em 1978, a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil reúne comunidades de tradição reformada, com ênfase em ecumenismo, atuação social e autonomia comunitária.
A medida não foi tomada pela Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e não se aplica automaticamente a todas as igrejas que utilizam o nome presbiteriano. Por isso, manchetes que mencionam apenas “Igreja Presbiteriana” podem induzir à interpretação de que todo o segmento adotou a mesma posição. A identificação correta é: Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU).
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Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel