Goiás lidera crescimento no país: 17 meses de alta e desemprego no menor nível; entenda os dados
Goiás lidera o crescimento econômico no Brasil e registra indicadores positivos no mercado de trabalho, segundo dados divulgados por órgãos federais. Levantamento do Banco Central, publicado em fevereiro de 2026, coloca o estado na primeira posição do Índice de Atividade Econômica (IBCR) no acumulado de 2025. No mesmo período, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a taxa de desocupação em 2025 foi a menor desde o início da série histórica, em 2012.
Com esse desempenho, indicadores nacionais colocam Goiás entre os melhores estados para viver e investir. Em avaliação do governador Ronaldo Caiado, os resultados refletem o protagonismo econômico local: "O cenário econômico atesta a competitividade do nosso estado e a consolidação de Goiás como o estado que mais cresce no Brasil", disse.
De acordo com o IBCR, Goiás registrou alta de 4,4% no acumulado de 2025, o melhor resultado do país, e soma 17 meses consecutivos de crescimento. O desempenho superou a média nacional de 2,5% no período. O índice é utilizado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que avançou 3,9% no acumulado de janeiro a novembro de 2025, com destaque para a agropecuária. Também em 2025, a produção industrial goiana cresceu 2,4%, quarto melhor desempenho entre os estados, acima da média nacional de 0,6%.
No mercado de trabalho, a taxa de desocupação em Goiás atingiu 4,6% em 2025, a menor da série histórica. O rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 3.437 no segundo trimestre de 2025, enquanto a massa salarial alcançou R$ 13,3 bilhões — ambos recordes da PNAD Contínua do IBGE. Dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram a criação de mais de 10,7 mil postos formais apenas em janeiro de 2026.
Segundo o governo estadual, a melhora dos indicadores é resultado de políticas de incentivo, controle das contas públicas e articulação internacional para captação de recursos. As iniciativas teriam favorecido a implantação de novas fábricas, a modernização de plantas industriais e a expansão da capacidade produtiva em diversos setores, com reflexos na geração de emprego e renda. Para Caiado, "esse resultado atesta a competitividade do nosso estado e a consolidação de Goiás como o estado que mais cresce no Brasil. Vencemos as dificuldades iniciais e, nos últimos anos, a solidez da nossa economia tem se transformado em mais emprego, renda e qualidade de vida para os goianos".
No setor de mineração, a gestão estadual informa avanços na exportação de elementos de terras raras, com o objetivo de transformar o potencial mineral local em desenvolvimento industrial e novas oportunidades econômicas. Segundo o governo, Goiás concentra cerca de 25% da disponibilidade mundial desses elementos e já reúne projetos estratégicos em andamento. Conforme o vice-governador Daniel Vilela, "agora damos um segundo passo, que pode trazer grande impacto econômico e social para o estado, com transferência de tecnologia e agregação de valor aqui dentro, que é o nosso objetivo".
A administração também destaca a atração de investimentos e a ampliação de plantas já instaladas. A Weichai, em Itumbiara, anunciou cerca de R$ 100 milhões para um centro de montagem e distribuição de motores. Em Catalão, a John Deere prevê R$ 700 milhões na ampliação da fábrica, com estimativa de 400 empregos. Em Anápolis, a Ambev aportou R$ 150 milhões para ampliar a produção de cervejas premium, com previsão de 200 novos empregos diretos.
Para ampliar parcerias e buscar novas tecnologias, o governador e o vice-governador lideraram missões à China, Japão, Índia e Estônia nos últimos anos. Dessas viagens, segundo o governo, resultaram parcerias nos setores de mineração, indústria, energia e tecnologia.
Informações da Secretaria de Comunicação do Governo de Goiás. Foto: Secom.
Fonte: Portal Caldas
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