Halloween nos EUA: fala de André Valadão sobre “bruxas e demônios” viraliza e gera reação
Durante um evento de fantasia na Lagoinha Orlando Church, em 31 de outubro, o pastor André Valadão afirmou que o Halloween nos Estados Unidos é uma celebração “de bruxas e demônios”. Vestido de xerife em um vídeo que viralizou nas redes, ele disse: “Temos que lembrar que a gente está num outro país. Nos Estados Unidos, é uma cultura da nação celebrar bruxas mesmo, demônios. É uma celebração nas escolas, nos bairros”. Valadão também declarou que o Halloween seria a data “com o maior número de crianças desaparecidas”, justificando a programação da igreja como forma de reunir famílias e proteger os menores: “A gente traz as crianças pra igreja, pras famílias, com muita comida e teatro evangelístico. É um tempo de comunhão.” As falas geraram forte reação online. Muitos internautas acusaram o pastor de disseminar informações incorretas sobre o significado do Halloween e sobre a segurança infantil nos EUA. Bases públicas e relatórios de órgãos de proteção e segurança do país não registram o Halloween como o período com maior número de desaparecimentos de crianças. Quando existem alertas específicos para a data, eles são preventivos e não indicam um aumento comprovado e recorrente de sequestros nessa noite. Pesquisas de segurança viária, por outro lado, apontam risco maior de atropelamentos de crianças no Halloween, devido ao intenso fluxo de pedestres ao entardecer e à noite, fantasias escuras, baixa visibilidade e travessias fora de faixa. Por isso, a ênfase das autoridades costuma ser em sinalização, iluminação, supervisão de adultos e direção defensiva — e não em desaparecimentos em massa. Quanto à caracterização do Halloween como “celebração de demônios”, a data tem origens históricas diversas e, na prática contemporânea americana, é predominantemente um evento cultural de vizinhança, com decorações, distribuição de doces e concursos de casas temáticas. Comunidades cristãs — inclusive a própria Lagoinha — frequentemente promovem atividades alternativas na mesma noite, sem relação oficial com culto religioso a entidades. A estratégia descrita por Valadão, de manter jovens e famílias na igreja com lazer, convivência e conteúdo bíblico, é semelhante ao que muitas comunidades evangélicas adotam em períodos festivos seculares, como retiros no Carnaval. Trata-se de uma opção pastoral para acolhimento do público, o que, por si só, não comprova as alegações sobre desaparecimentos.
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel