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IBN confirma cerca de R$ 1 mi em obra na casa de pastor jubilado; caso reacende debate sobre transparencia

IBN confirma cerca de R$ 1 mi em obra na casa de pastor jubilado; caso reacende debate sobre transparencia

A Igreja Batista Nacional (IBN), em Várzea Grande (MT), confirmou ter financiado parte da construção da casa de descanso do pastor jubilado Osvaldo Coutinho, em Chapada dos Guimarães, após a informação ganhar repercussão nas redes sociais. O gesto, inicialmente divulgado como homenagem pelos anos de ministério do líder, passou a ser alvo de questionamentos públicos sobre transparência, princípios bíblicos e uso de recursos da igreja. Em nota assinada pelo advogado Leonardo Girundi, que representa a igreja e o atual pastor-presidente, Osvaldo Junior — filho do beneficiado —, o valor custeado seria de aproximadamente R$ 1 milhão, cifra inferior aos R$ 1,4 milhão mencionados em publicações virais. A IBN não divulgou oficialmente o montante. Segundo a defesa, o procedimento seguiu o estatuto interno e foi aprovado por diretoria e conselho administrativo, instâncias responsáveis pelas decisões financeiras na denominação, sem deliberação direta dos membros. A igreja afirma ainda que nenhum valor foi entregue em espécie ao pastor jubilado; os pagamentos teriam sido feitos diretamente à construtora responsável pela obra, referentes à etapa estrutural, conhecida como “parte cinza”. A declaração de imposto de renda de Osvaldo Coutinho, de acordo com a IBN, foi atualizada para refletir o benefício. O fato de o beneficiado ser pai do atual pastor-presidente gerou questionamentos sobre possível conflito de interesses. Até o momento, Osvaldo Junior não se manifestou sobre esse ponto. A Convenção Batista Nacional, à qual a IBN é filiada, não comentou o caso. Lideranças de outras denominações, porém, demonstraram incômodo. O teólogo Renato Ruiz Lopes, da Primeira Igreja Batista de Botucatu (SP), classificou a prática como incompatível com o ensino cristão e criticou benefícios de alto valor a líderes religiosos. “A lógica de Cristo é repartir. Quando líderes acumulam e recebem benefícios desse porte, ignoram o exemplo de Jesus e a realidade de quem passa necessidade”, afirmou. Ele também rechaçou tentativas de desqualificar críticas. “Esse tipo de postura é autoritária. Questionar não só é legítimo — em certos casos, é até prova de integridade espiritual”, disse. O episódio mantém a comunidade evangélica dividida e reacende o debate sobre governança financeira de igrejas e a relação entre recursos institucionais e patrimônio pessoal de líderes.

Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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