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Igreja de Valnice Milhomens desiste de ação contra loja maçônica após acordo cujos termos não foram divulgados

Igreja de Valnice Milhomens desiste de ação contra loja maçônica após acordo cujos termos não foram divulgados

Uma negociação iniciada há 25 anos entre a Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo (INSEJEC), ligada à pastora Valnice Milhomens, e a Loja Maçônica Cavaleiros Templários terminou com uma solução consensual cujos termos não foram divulgados nos documentos consultados.

A INSEJEC acionou judicialmente a loja maçônica em junho de 2026. O processo nº 1111947-25.2026.8.13.0024 tramitou na 14ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Na petição apresentada em 25 de junho, o advogado da igreja informou à Justiça que pretendia desistir da ação “em razão da solução consensual do objeto da ação”. A desistência ocorreu cerca de 32 horas após o ajuizamento e antes de a Loja Maçônica Cavaleiros Templários ser formalmente citada.

Os autos não informam quais foram os termos da solução. Não há acordo anexado, valor negociado, documento de quitação ou manifestação da loja maçônica detalhando o que foi acertado entre as partes.

Documentos do registro imobiliário anexados ao processo mostram que, em 2001, a INSEJEC adquiriu da Loja Maçônica Cavaleiros Templários um imóvel em Belo Horizonte por aproximadamente R$ 78,1 mil.

Segundo a matrícula do imóvel, R$ 25 mil foram pagos inicialmente, enquanto os R$ 53,1 mil restantes foram divididos em 21 notas promissórias. A escritura estabelecia que, após a liquidação dos títulos, a vendedora deveria fornecer “plena, geral e irrevogável quitação do preço do imóvel”.

Em 2026, a igreja declarou no processo que o negócio havia sido quitado, mas afirmou não conseguir mais localizar as antigas promissórias. A pendência permanecia registrada na matrícula do imóvel e motivou o recurso à Justiça.

Após a comunicação sobre a solução consensual, a INSEJEC desistiu do processo. Posteriormente, a Justiça extinguiu a ação sem analisar o mérito.

Até o momento, os documentos oficiais consultados não esclarecem o que foi negociado entre as partes nem se houve pagamento para encerrar a pendência.

Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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