Igreja nos EUA quebra o silêncio no caso Rick Eleotério: o que diz a líder sobre as acusações de Milla Flores
Bunnell, Flórida (EUA) — A liderança da igreja onde o músico Rick Eleotério atuava divulgou nota oficial rebatendo as acusações feitas por sua esposa, a influenciadora Milla Flores. A pastora Doranda, primeira-dama da congregação, classificou as declarações de Mireli (Milla) como "mentiras inequivocamente falsas" e negou qualquer tentativa de acobertar abusos.
Rick Eleotério, irmão do cantor Samuel Eleotério, foi preso em 09/03/2026 sob acusação de violência doméstica. Nas redes sociais, Milla afirmou que a igreja tentou silenciá-la e encobrir os abusos para evitar escândalos, além de dizer que foi expulsa de casa como "consequência" de ter acionado a polícia.
Na nota enviada à redação, Doranda negou ter pedido que Mireli apenas "jejuasse e orasse" diante das agressões. Segundo a pastora, logo na primeira semana da família nos Estados Unidos — quando ocorreu o primeiro incidente — a igreja ouviu as duas versões, e tanto Mireli quanto Rick (chamado de "Ricky" na nota) pediram desculpas e imploraram por perdão. O casal teria decidido trabalhar no casamento, e a igreja apoiou a decisão, mas, de acordo com Doranda, "nunca apoiou a violência". A líder relata que incentivou o casal a orar, promoveu aconselhamento matrimonial em seguida e enfatizou que o relacionamento era mais importante do que o talento ministerial, dedicando "incontáveis horas" de orientação, apoio e oração. Ela acrescenta que os dois mencionaram acreditar que Deus os havia enviado aos EUA para Sua obra.
A pastora detalhou ainda o suporte material e imigratório. Segundo a nota, a igreja solicitou um visto de trabalho religioso para Rick sem custos, incluindo Mireli e Hanna como dependentes. No momento da prisão, a decisão da imigração ainda não havia sido emitida. A congregação também teria fornecido moradia, alimentação e outros recursos, sem ônus para a família. Doranda afirmou que a igreja "foi além do que a maioria faria por uma família que mal conhecia" e que, apesar de barreiras de idioma e cultura, houve esforço para melhorar a comunicação; por vezes, contudo, ela e o marido se sentiram desvalorizados e incompreendidos.
Sobre a alegação de que Milla e a filha teriam sido expulsas após a prisão de Rick, Doranda disse que não se tratou de retaliação pelo acionamento da polícia. Segundo ela, o pedido para que Mireli "pensasse no próximo passo" ocorreu pelo desgaste da convivência e pela falha no arranjo de moradia. A pastora afirmou ainda que Rick não seria autorizado a voltar para a casa, mesmo em caso de liberação. No dia da conversa sobre a mudança, Doranda relatou ter sido contatada pela polícia após Milla alegar que estava sendo expulsa; mais tarde, foi informada de que a imigração havia sido notificada sobre a prisão.
A líder da igreja afirmou considerar difamatórias as acusações feitas contra ela e disse ter sido orientada por um xerife a registrar queixa. Ela advertiu que novas declarações que julgar difamatórias contra sua família ou a igreja poderão resultar em ação judicial.
A nota é assinada por Doranda como primeira-dama da GFBCT. No encerramento, ela escreve que "Deus é o juiz final" e diz continuar orando pelo melhor tanto para Rick quanto para Mireli. A redação informou um contato para correções: [email protected].
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel