Isidório defende punição proporcional no 8 de janeiro e rejeita PEC da Blindagem; Marco Feliciano não vota isenção do IR de R$ 5 mil
Durante evento do Avante nesta segunda-feira (6), o deputado Sargento Isidório afirmou que é essencial haver equilíbrio e justiça no processo de responsabilização dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, sem transformar o tema em instrumento de perseguição política ou ideológica. Para ele, é necessário assegurar o direito à defesa e analisar cada caso individualmente, distinguindo quem apenas participou por desinformação daqueles que planejaram e financiaram o movimento. "Tem que ter justiça com sabedoria, sem perseguição. Tem gente que foi manipulada, que nem sabia o que estava acontecendo. Agora, quem usou o povo de escudo, quem botou dinheiro e articulou, esse sim tem que pagar com rigor", disse o parlamentar. Pastor Sargento Isidório, conhecido por buscar conciliar fé e política, defende pautas conservadoras e cobra coerência e respeito às instituições democráticas. Ao se posicionar contra a PEC da Blindagem, reforçou seu compromisso com transparência e moralidade pública, destacando que a lei deve valer para todos, independentemente do cargo, do partido ou do poder econômico. A fala ocorre em meio ao debate no Congresso sobre a possibilidade de anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro e sobre o alcance da proposta de "dosimetria" nas punições, que pretende revisar as penas aplicadas a manifestantes. O deputado baiano reiterou que continuará apoiando medidas que garantam justiça, sem abrir brechas para a impunidade. Em outra frente, o deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) não participou da votação do projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados na noite de 1º de outubro de 2025, por 493 votos a 0, sem votos contrários ou abstenções. Conforme o painel nominal da Câmara, Feliciano aparece como ausente na sessão e não registrou justificativa. Ao todo, 18 deputados não participaram da deliberação. O projeto, apresentado pelo governo, eleva o limite de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física — uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) —, foi aprovado em regime de urgência e seguiu para o Senado Federal.
Fonte: Fuxico Gospel
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