Lagoinha Global reage a Operação da PF e CPMI: nega fraudes, detalha afastamento de Fabiano Zettel e anuncia medidas legais
A Lagoinha Global, liderada pelo pastor André Valadão, divulgou nesta quinta-feira (15 de janeiro de 2026) uma nota oficial na qual contesta o que classifica como associações indevidas à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, e à CPMI do INSS.
O posicionamento ocorre após a senadora Damares Alves publicar uma lista de pastores e igrejas supostamente na mira da CPMI do INSS, incluindo o nome de André Valadão entre os citados.
Em relação a Fabiano Zettel, empresário e então líder religioso da instituição, a Lagoinha informou que ele foi afastado imediatamente de quaisquer atividades de natureza ministerial na Igreja Batista da Lagoinha Belvedere assim que surgiram as primeiras informações sobre a operação da PF. A igreja acrescentou que, oficialmente, desde novembro de 2025, Zettel não exerce papel de pastoreio, não ocupa funções de liderança institucional e não mantém vínculo de representação com a denominação.
A instituição negou haver indícios, evidências ou comprovação de uso de sua estrutura em práticas irregulares relacionadas à CPMI do INSS ou à Operação Compliance Zero, que apura supostas irregularidades no Banco Master. Segundo a nota, as tentativas de associar a igreja a acusações são desprovidas de base factual ou jurídica.
A Lagoinha ressaltou a dimensão de sua rede, com mais de 600 igrejas no mundo, e afirmou que a participação em cultos ou atividades não configura vínculo jurídico, administrativo ou representativo. Por essa razão, diz não deter controle sobre a vida pessoal ou profissional de frequentadores.
Diante do que classifica como acusações graves e disseminação de informações inverídicas, a igreja informou que adotará todas as medidas legais cabíveis, incluindo ações por denunciação caluniosa e falsa comunicação de crime, além de outras providências para resguardar sua honra, história e missão.
A nota reafirma compromisso com a verdade, a legalidade e princípios éticos e cristãos, e afirma que a instituição acompanha com serenidade a apuração dos fatos, mantendo-se à disposição para colaborar com os órgãos competentes e prestar os esclarecimentos necessários.
Essa postura de defesa técnica é amparada por apuração de O Fuxico Gospel, segundo a qual, apesar do alarde político, nenhum requerimento contra pastores na CPMI do INSS foi apreciado ou votado até o momento; assim, as eventuais medidas citadas ainda não teriam validade jurídica.
A nota é datada de 15 de janeiro de 2026.
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel