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Lula compara vermelho do PT ao sangue de Cristo e defende distância entre fé e política em encontro evangélico

Lula compara vermelho do PT ao sangue de Cristo e defende distância entre fé e política em encontro evangélico

BRASÍLIA (DF) — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta quarta-feira (16), de uma reunião reservada no Palácio do Planalto com integrantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e convidados internacionais dos Estados Unidos e de Cuba.

Durante uma fala de aproximadamente 25 minutos, Lula utilizou metáforas do universo cristão para contextualizar a história do Partido dos Trabalhadores e aspectos de sua própria imagem pública.

Em pronunciamento divulgado posteriormente pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), o presidente relembrou os desafios enfrentados na criação do PT ao explicar o significado dos símbolos da legenda.

“Quando eu criei meu partido, eu passei anos tendo que explicar a cor da bandeira […] Eu utilizava o sangue de Cristo como exemplo do vermelho da minha bandeira. Depois que questionaram a bandeira, questionaram a estrela […] passei a vida inteira mostrando que os grandes navegadores […] utilizavam a estrela como guia. Depois […] passei a explicar minha barba: ‘Jesus Cristo era barbudo’”, afirmou Lula aos líderes presentes.

Apesar da associação entre os símbolos partidários e referências cristãs, o presidente destacou que mantém uma separação entre a prática religiosa e a propaganda política. Lula declarou que não realiza discursos eleitorais dentro de igrejas.

“Se eu quiser fazer política e comício, eu faço na rua, mas na igreja eu não faço. Em nenhuma igreja”, ressaltou o presidente, que classificou a religião como uma dimensão sagrada e defendeu o respeito às escolhas individuais.

Lula também comentou as estruturas das igrejas e afirmou que a Igreja Católica poderá enfrentar desafios organizacionais caso não reveja o celibato clerical e a restrição ao ordenamento de mulheres.

Na avaliação do presidente, as igrejas protestantes apresentam avanços institucionais nesse aspecto. “Essa é uma vantagem que a Igreja Evangélica tem. As mulheres são tratadas em igualdade de condições. A mulher pode ser o que ela quiser”, declarou.

A reunião contou com a presença da primeira-dama Janja da Silva, do advogado-geral da União, Jorge Messias, da senadora Eliziane Gama (PT-MA) e do cantor e pastor Kleber Lucas. O encontro também serviu como preparação para o discurso que Lula fará na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), marcada para 23 de setembro. Na ocasião, o presidente deverá abordar o combate às desigualdades, os conflitos internacionais e a cooperação entre os povos.

Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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