Malafaia diz que não assistirá julgamento de Bolsonaro no STF e afirma ver 'sentença já dada'
O pastor Silas Malafaia afirmou que não pretende acompanhar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado para esta terça-feira (02) no Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao portal Metrópoles, disse acreditar que a condenação já estaria definida e que apenas uma 'intervenção divina' poderia alterar o resultado: 'Já sei a sentença. Bolsonaro já foi julgado e condenado. Só uma intervenção divina pode mudar algo, porque, se depender da justiça dos homens, Bolsonaro já está condenado'.
Malafaia também é alvo de investigações. Em 20 de agosto, o ministro Alexandre de Moraes determinou medidas cautelares contra ele, como a apreensão de seu celular pela Polícia Federal (PF), a proibição de deixar o país e a vedação de contato com outros investigados do chamado núcleo 1 da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado. Além disso, Moraes autorizou a quebra de sigilo bancário, fiscal e de dados telefônicos de equipamentos apreendidos, ampliando o alcance das apurações sobre o líder religioso.
O processo envolve Bolsonaro e outros sete réus, acusados de integrar o núcleo central da tentativa de golpe após as eleições de 2022. O julgamento será conduzido pela Primeira Turma do STF. Segundo estimativas baseadas na legislação penal, as penas aplicáveis podem chegar a 43 anos de prisão, a depender da gravidade da participação de cada acusado.
O ex-presidente não deve comparecer presencialmente nesta terça-feira. Ele e os demais réus acompanharão a sessão de forma remota. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes, e a condução dos trabalhos ficará a cargo do presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin.
Em caso de condenação, as penas serão fixadas individualmente, mas o cumprimento só ocorrerá após o trânsito em julgado, quando não houver mais possibilidade de recurso.
A declaração de Malafaia repercutiu entre apoiadores de Bolsonaro, que reforçaram críticas ao STF, e entre opositores, que viram a fala como tentativa de deslegitimar o processo judicial antes mesmo de seu início.
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel