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'Mataram uma geração': Marco Feliciano relembra radicalismos e defende equilíbrio na igreja

'Mataram uma geração': Marco Feliciano relembra radicalismos e defende equilíbrio na igreja

SÃO PAULO (SP) — Em participação no Eu Acredito Podcast, o pastor e deputado federal Marco Feliciano fez uma avaliação crítica sobre a evolução dos usos e costumes nas igrejas pentecostais. Segundo ele, mensagens focadas em proibições estéticas afastaram fiéis e alimentaram radicalismos nos púlpitos brasileiros.

Em tom de desabafo e análise histórica, Feliciano afirmou que, em determinados períodos, a pregação bíblica foi substituída por ataques à vaidade feminina. "Eu participei de um culto em que o pastor disse que ia falar dos espíritos que Jesus expulsou de Maria Madalena e começou: espírito do esmalte, do salto alto, do corte de cabelo", relatou, ironizando interpretações que focavam exclusivamente na aparência das mulheres.

Um dos momentos mais marcantes da entrevista foi a lembrança do testemunho de Adão Campos, que circulava em fitas K7 e disco de vinil, no qual ele afirmava ter sido arrebatado e que, no céu, existia uma "gaveta com os cabelos das irmãs que cortaram". Para Feliciano, narrativas desse tipo "mataram uma geração inteira" de jovens, criados sob medo e sob o peso de regras sem fundamentação bíblica sólida, baseadas principalmente em tradições locais.

Apesar das críticas ao legalismo, o pastor ponderou que aquele período também foi marcado por intensa busca espiritual, algo que, em sua avaliação, se perdeu na modernidade. Ele defendeu que a igreja atual encontre um ponto de equilíbrio entre o fervor do passado e a liberdade cristã, sem reincidir nos excessos que, segundo ele, afastaram milhares de pessoas do Evangelho.

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Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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