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Meses antes de desaparecer, corretora filmou agressão e denunciou síndico; ele confessa homicídio e indica local do corpo, diz polícia

Meses antes de desaparecer, corretora filmou agressão e denunciou síndico; ele confessa homicídio e indica local do corpo, diz polícia

Preso em Caldas Novas (GO), o síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou o homicídio da corretora Daiane Alves Souza e levou a polícia até uma área de mata em Ipameri, no sul de Goiás, onde o corpo foi localizado em estado de ossada, a cerca de 20 km da cidade. Segundo a investigação, Cleber e o filho, o analista de sistemas Maicon Douglas Souza de Oliveira, foram detidos na madrugada de quarta-feira (28). O delegado Pedromar Augusto de Souza informou que o filho é suspeito de obstruir a investigação. O porteiro do prédio foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento; o nome dele não foi divulgado. Meses antes, em maio de 2025, Daiane denunciou Cleber por lesão corporal após uma discussão sobre falta de água no apartamento onde morava. Ela gravou a discussão e relatou à polícia ter recebido um soco com o cotovelo no rosto. Em depoimento, Cleber afirmou que foi empurrado por Daiane e que o celular dela caiu enquanto ela filmava. A reportagem não obteve posicionamento da defesa de Cleber sobre a acusação de lesão corporal. De acordo com apuração da TV Anhanguera, após a prisão, o síndico indicou à polícia o local onde deixou o corpo de Daiane, morta em dezembro de 2025. O desaparecimento da corretora ocorreu em 17 de dezembro, quando ela foi ao subsolo do prédio para restabelecer a energia do apartamento em Caldas Novas. Na ocasião, Daiane gravou vídeos mostrando o imóvel sem energia, enviou o material a uma amiga e disse que iria religar o padrão. A mãe dela, Nilze Alves, contou que viajaria no dia seguinte (18) para tratar de locações de fim de ano e, ao chegar, não encontrou a filha. Segundo Nilze, Daiane havia deixado a porta do apartamento aberta, mas, quando a mãe chegou, a porta estava trancada. A família registrou boletim de ocorrência no mesmo dia, e a mãe relatou que a filha tinha desavenças com moradores do prédio. Antes do desaparecimento, uma assembleia do condomínio aprovou a expulsão de Daiane, determinando que ela deixasse o edifício em até 12 horas e se afastasse da área da recepção. A corretora acionou a Justiça, alegando irregularidades na convocação e falta de direito de defesa. O Judiciário suspendeu os efeitos da decisão até análise do mérito, entendendo que a moradora não teve chance de se defender e que a assembleia pode não ter seguido o regimento interno (prazo e forma de convocação). Em nota, a defesa de Cleber informou que os fatos ainda estão sendo apurados, que ele não havia sido ouvido pelo delegado responsável e aguardava a audiência de custódia. A defesa também ressaltou que não há, segundo ela, qualquer envolvimento de Maicon Douglas de Oliveira na morte da Sra. Daiane Alves de Souza.

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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