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Moraes converte prisão de Márcio Poncio em domiciliar após laudos; tornozeleira e veto a redes sociais

Moraes converte prisão de Márcio Poncio em domiciliar após laudos; tornozeleira e veto a redes sociais

BRASÍLIA (DF) — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), converteu a prisão preventiva do pastor e empresário fluminense Márcio Poncio em prisão domiciliar, com base em fundamentos humanitários e médicos. A decisão considerou laudos que atestam retocolite ulcerativa grave do investigado e a gravidez de alto risco de sua esposa, Simone Poncio, de 50 anos.

Segundo a decisão, os documentos apresentados pela defesa detalham o histórico clínico de Poncio, que é portador de uma doença inflamatória intestinal crônica e progressiva. Em 2013, ele foi submetido a cirurgia de alta complexidade para a remoção total do cólon, do intestino grosso e do reto. Os advogados argumentaram a necessidade de acompanhamento médico contínuo e especializado, sob o risco de agravamento do quadro em ambiente carcerário.

Moraes também levou em conta a situação familiar do empresário. A gestação de Simone Poncio foi classificada como de alto risco e, conforme o despacho, demanda cuidados ininterruptos, assistência médica especializada e suporte familiar permanente, fatores que ficariam comprometidos com a manutenção da custódia em regime fechado.

A prisão domiciliar está condicionada ao cumprimento de medidas cautelares: monitoramento eletrônico por tornozeleira; proibição de uso de redes sociais; vedação de contato com outros investigados no inquérito; e restrição de visitas ao domicílio, que só poderão ocorrer com autorização judicial prévia. Poncio entregou seus passaportes às autoridades e teve suspenso, de forma imediata, qualquer documento que autorizasse o porte de arma de fogo. O descumprimento de qualquer condição implicará a revogação do benefício e o retorno ao sistema prisional.

Conhecido no Rio de Janeiro por sua atuação empresarial no setor tabagista e pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ), Márcio Poncio foi preso em 2 de julho de 2026, durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de lavagem de capitais ligadas à chamada “Máfia do Cigarro” e possíveis repasses de propina a agentes públicos com recursos oriundos do jogo do bicho. Entre os demais alvos estão o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, e o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como “Adilsinho”.

Os desdobramentos da operação partiram de apreensões de contabilidade paralela que indicariam vazamento de operações policiais direcionadas ao Comando Vermelho e o repasse de valores a figuras políticas fluminenses. Para o relator, a conversão da prisão preserva o andamento das investigações sem prejuízo ao tratamento médico do investigado e ao amparo à gestante.

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Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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