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MP-BA abre apuração sobre falas de Pablo Marçal envolvendo religiões de matriz africana

MP-BA abre apuração sobre falas de Pablo Marçal envolvendo religiões de matriz africana

SALVADOR (BA) — O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, instaurou um procedimento administrativo para acompanhar o andamento da investigação criminal relacionada a declarações do influenciador digital e pré-candidato à Presidência da República Pablo Marçal (PRTB) sobre religiões de matriz africana.

A portaria foi assinada pela promotora Lívia Maria Santana e Sant’Anna Vaz e publicada oficialmente na quinta-feira, 10 de setembro de 2026.

A atuação do órgão especializado no combate ao racismo e à intolerância religiosa teve origem em uma representação que apresentou trechos de entrevistas de Marçal veiculadas em plataformas digitais.

Durante as gravações, o pré-candidato afirmou que “se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai” e que “todo macumbeiro é um derrotado na vida”. As declarações associaram praticantes do candomblé e da umbanda a características depreciativas de comportamento e à falta de prosperidade.

Segundo a avaliação da Promotoria, as falas atribuem estigmas negativos generalizados aos adeptos dessas religiões.

A conduta é investigada preliminarmente com base no artigo 20 da Lei nº 7.716/1989, que prevê agravamento da pena quando ofensas são propagadas por meios de comunicação social, em razão da ampliação de seu alcance.

A abertura da apuração pelo MP-BA amplia as discussões sobre os limites do discurso público de lideranças políticas que dialogam com o eleitorado evangélico conservador.

O caso também retoma, na sociedade civil e no Judiciário, o debate sobre a fronteira entre a liberdade de manifestação do pensamento e a caracterização de atos discriminatórios contra grupos religiosos.

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Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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