‘Não presta mais’: fala de Osiel Gomes sobre roupas curtas e WhatsApp no Círculo de Oração viraliza e reacende debate geracional
Um vídeo com um trecho de uma ministração do pastor e conferencista Osiel Gomes, ligado à Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), ganhou ampla repercussão nas redes sociais e impulsionou debates sobre costumes e conduta em cultos pentecostais.
Na gravação, o ministro, de orientação pentecostal clássica, dirige críticas às atuais integrantes do Círculo de Oração — departamento reconhecido como uma das principais frentes de intercessão e mobilização comunitária da denominação — e estabelece um contraste com as primeiras participantes, popularmente conhecidas como 'irmãs do coque', associadas a uma estética de austeridade e recolhimento.
Segundo ele, a autoridade espiritual observada no passado teria sido atenuada pela entrada de distrações tecnológicas e pela prática de fofocas: 'As irmãs do Círculo de Oração antigamente eram a autoridade... Hoje é um fuxico no WhatsApp. Aí o Círculo de Oração não presta mais, irmão'.
O pastor enfatiza a observância de padrões tradicionais de modéstia e decoro na indumentária feminina durante as reuniões, afirmando que roupas consideradas excessivamente curtas ou decotadas afrontam a sacralidade do ambiente eclesiástico. 'A mulher que vem para o culto, que vem para a oração, o corpo dela é santo. A atitude dela é santa', disse, recorrendo a referências bíblicas para alertar sobre a falta de temor.
A circulação do conteúdo expôs um embate geracional em segmentos das igrejas pentecostais no Brasil: enquanto grupos mais jovens e progressistas defendem a liberdade individual e a separação entre salvação e estética vestimentária, lideranças tradicionais reforçam o decoro como proteção contra a secularização.
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Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel