O desabafo de Kelem Gaspar que parou o Gideões; “Gastam mais com Coca-Cola do que com missões”
Missionária detalha o avanço da Associação Campos Brancos e apresenta dados alarmantes sobre etnias indígenas e comunidades ribeirinhas sem presença cristã.
CAMBORIÚ, SC — Durante a edição de 2026 do Congresso Gideões Missionários da Última Hora, a missionária Kelem Gaspar apresentou um balanço detalhado sobre o estado das missões no Brasil.
A teóloga e escritora, natural do Pará, utilizou o espaço para confrontar a igreja sobre a responsabilidade prática com os povos não alcançados.
Fundadora da Associação Missionária Campos Brancos, em Maracanã (PA), Kelem Gaspar lidera atualmente um contingente de 222 missionários distribuídos em 63 bases de atuação.
O projeto foca em áreas de extrema pobreza e regiões de difícil acesso geográfico.
Até maio de 2026, a instituição registra o atendimento direto de 3.000 crianças e adolescentes. O trabalho une a evangelização e o discipulado a ações de cunho social, como alfabetização, reforço escolar e alimentação básica.
A missionária enfatizou que a manutenção dos obreiros e das bases ocorre sem o uso de verbas públicas. De acordo com o relato feito no congresso, o sustento provém exclusivamente de contribuições voluntárias de indivíduos e parcerias com igrejas locais.
Um dos pontos centrais da ministração foi a apresentação de estatísticas sobre segmentos da população brasileira que ainda não tiveram contato com o Evangelho. Os dados cruzam informações de agências missionárias e órgãos de estatística.
Kelem Gaspar também apontou novos desafios para 2026, como o alcance dos pantaneiros no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além dos mais de 300 mil imigrantes residentes no território nacional, muitos vindos de nações restritas ao cristianismo.
Assista a ministração de Kelem Gaspar no Gideões:
A missionária convocou os fiéis a saírem do papel de espectadores. Para ela, a missão exige uma decisão prática baseada em três pilares: oração constante pelos obreiros, contribuição financeira planejada e o serviço direto através do testemunho pessoal no cotidiano.
Em seu apelo final, Kelem destacou que a “missão não é emoção, é decisão”. Ela incentivou o uso de ferramentas digitais, como o WhatsApp e Instagram, para a propagação da mensagem bíblica, além do apoio emocional e pastoral aos missionários que sofrem com a solidão no campo.
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Fonte: Fuxicogospel Com