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Orações por IA, Pix de R$ 50 e metas: como funcionava o 'call center da fé' desmontado no RJ

Orações por IA, Pix de R$ 50 e metas: como funcionava o 'call center da fé' desmontado no RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro desmantelou, nesta quarta-feira (8), um esquema que, segundo as investigações, movimentava cerca de R$ 3 milhões por ano ao usar a fé como fachada para aplicar golpes em fiéis. A operação, conduzida pela 57ª DP (Nilópolis), prendeu 35 pessoas, entre elas um pastor apontado como líder do grupo.

De acordo com a polícia, o grupo operava um call center religioso com metas de ligações e de lucro. Atendentes, seguindo roteiros pré-definidos, faziam contato com as vítimas e solicitavam pagamentos via Pix ou boleto — geralmente de R$ 50 — em troca de bênçãos e promessas de cura. As supostas orações eram geradas por inteligência artificial e personalizadas conforme os pedidos de cada pessoa. A esposa do pastor seria a responsável por receber os valores. A investigação continua para identificar outros possíveis beneficiários e eventuais líderes do esquema.

O caso ocorre em meio a outras investigações semelhantes, como a do autointitulado Profeta Santini (Luiz Henrique dos Santos Ferreira), acusado de explorar financeiramente a fé. Ele se tornou réu por oito crimes, incluindo charlatanismo e estelionato, após a Operação Blasfêmia, que apontou faturamento de R$ 3 milhões em três meses com promessas de cura consideradas falsas pelos investigadores. Segundo as autoridades, mesmo monitorado por tornozeleira eletrônica, Santini segue pedindo doações em três transmissões diárias nas redes sociais. A Justiça bloqueou R$ 1 milhão de suas contas e apura a participação de familiares e colaboradores, entre eles a ex-companheira, Thuane Pereira dos Santos, que teria recebido 2.600 depósitos em dois meses, somando R$ 425 mil.

Especialistas ouvidos afirmam que o uso de linguagem religiosa em fraudes pode fragilizar a credibilidade de comunidades de fé e defendem resposta firme do Judiciário e das lideranças religiosas para coibir práticas criminosas.

Fonte: Fuxico Gospel

Fonte: Fuxico Gospel

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