Pastor em Fortaleza refuta ideia de portais em Stranger Things e afirma que legalidade ao mal vem do pecado
FORTALEZA (CE) — O pastor Pedro Pamplona, da Igreja Batista Filadélfia, em Fortaleza, usou suas plataformas para responder a uma dúvida recorrente entre cristãos: assistir a filmes e séries de terror pode 'abrir portais' para o mal? A discussão, reacendida por produções como Stranger Things, foi examinada por ele sob uma leitura estritamente bíblica.
Segundo Pamplona, ao estudar os relatos de ação demoníaca nas Escrituras, não há base para a ideia de que objetos ou produções artísticas confiram 'legalidade' ao diabo. Para ele, essa terminologia pertence a uma vertente de 'batalha espiritual' que mistura cristianismo com misticismo e esoterismo.
Ele apontou três padrões pelos quais a Bíblia descreve a atuação de demônios:
- Causa indefinida: em muitos casos atendidos por Jesus, a Bíblia não explica o motivo da possessão.
- Associação ao pecado: quando uma causa é citada (como nos casos de Saul e Acabe), ela quase sempre está ligada ao pecado deliberado.
- Permissão divina: situações em que a ação ocorre dentro de um propósito maior, como no livro de Jó.
'Se a Bíblia ensina algo sobre dar legalidade a Satanás, essa legalidade vem por meio do pecado', resumiu, citando Efésios 4:27 para explicar que dar lugar ao diabo está relacionado a comportamentos como a ira prolongada, e não ao entretenimento em si.
Apesar de rejeitar a ideia de 'portais', Pamplona fez ressalvas sobre o que os cristãos devem consumir e sugeriu três filtros práticos:
- Conteúdo pecaminoso: evitar obras intrinsecamente erradas, como pornografia.
- Influência moral: observar se a obra exalta o que Deus condena ou induz o espectador a amar o pecado.
- Saúde emocional: o terror pode gerar medos intensos e traumas, passíveis de opressão psicológica; por isso, recomenda cautela aos mais sensíveis.
Na conclusão, o pastor orientou que os cristãos abandonem o misticismo e foquem no estudo das Escrituras. Citando 1 João 5:18, reforçou que aquele que é nascido de Deus e guarda a si mesmo não pode ser tocado pelo maligno. Para Pamplona, o foco do fiel deve ser a busca por santidade e o discernimento individual, evitando transformar convicções pessoais em regras universais para toda a igreja.
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel