Pastor Nilson Gomes critica gestos partidarios no pulpito e reacende debate sobre igreja e politica
GUARULHOS (SP) — O pastor, teólogo e conferencista Nilson Gomes, líder da Igreja Caminho da Cruz em Guarulhos (SP), ganhou repercussão ao criticar o engajamento partidário dentro de templos religiosos. Em participação no Eu Acredito Podcast, ele defendeu a preservação da neutralidade do púlpito diante da polarização ideológica que marca o cenário político brasileiro.
Ao longo da entrevista, Gomes questionou a incorporação, por lideranças evangélicas, de gestos e símbolos associados tanto à direita quanto à esquerda no exercício do ministério. “Arminha tá errado, L tá errado. O púlpito é púlpito, o evangelho é evangelho, igreja é igreja […] A história tá aí pra mostrar quando foi que aliança política e igreja deu certo”, afirmou.
Para sustentar o argumento, o pastor citou a oficialização do cristianismo no Império Romano, sob o reinado de Constantino, no século IV, relacionando a fusão entre poder secular e religião a momentos de inflexão doutrinária e de cerceamento de liberdades. “O resultado foi o quê? Mil anos de densas trevas, de paganismo, de blasfêmia, de vitupério da glória do Evangelho, de gente sendo levada pra fogueira”, disse.
A intervenção de Nilson Gomes se soma a posicionamentos de teólogos e pastores que buscam delimitar a fronteira entre a consciência cidadã do fiel e o aparelhamento institucional das congregações no período que antecede o pleito nacional.
As declarações dividiram opiniões entre internautas: parte do público apoiou o foco exclusivo no ensino bíblico, enquanto lideranças alinhadas à militância conservadora fizeram ressalvas.
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel