“Perfeitas e sem vida”: PG critica uso de IA na música gospel e alerta para perda de identidade
SÃO PAULO (SP) — O cantor PG, ex-vocalista da banda Oficina G3, utilizou as redes sociais para fazer um alerta sobre o avanço da inteligência artificial (IA) na música gospel. Segundo ele, a tecnologia vem sendo usada de forma “irresponsável” para substituir a essência humana no processo criativo. O artista afirma ter recebido um link de uma música produzida inteiramente por IA e diz ter identificado imediatamente a falta de identidade. Para PG, a “perfeição matemática” das máquinas revela o que não é humano. “A voz processada de AI é muito igual a todas as outras. A gente que canta a vida inteira conhece uma voz de verdade”, declarou. Ele também criticou quem recorre à ferramenta para lucrar sem esforço criativo, usando termos fortes para se referir a essa prática: “Ser irresponsável é ser vagabundo para fazer o IA criar tudo para você e depois falar: nossa, fiz uma baita música. Você não fez nada”. Para o cantor, a tecnologia deve ser um recurso de apoio — assim como o 3D no passado — e não um substituto do talento. PG avalia que o foco atual do mercado está no dinheiro e na economia de tempo, em detrimento do valor artístico. “Ninguém liga para a arte mais. O importante é o consumo e o dinheiro”, disse. O debate ocorre em um momento de discussões globais sobre regulação da IA. Em 2026, plataformas como YouTube e Spotify enfrentam pressões de sindicatos de músicos e leis de direitos autorais que exigem a sinalização de conteúdos gerados por máquinas. No cenário gospel brasileiro, a automação de louvores atende a um mercado de “canais de massa” que busca monetização rápida, o que, segundo críticos, desafia a teologia da adoração que pressupõe uma experiência.
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel