PF prende Márcio Poncio em flat na Barra; operação mira 'Máfia do Cigarro' e bloqueia R$ 22 milhões
O pastor e empresário Márcio Poncio, fundador da Igreja da Nuvem e pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ), foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (2), no Rio de Janeiro. A detenção ocorreu em um flat na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital, durante o cumprimento de mandados da quinta fase da Operação Unha e Carne. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também expediu ordens de prisão contra o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ambos já sob custódia do sistema penitenciário. Segundo as investigações da PF, Poncio é apontado por suposto envolvimento com redes de lavagem de dinheiro ligadas à chamada “Máfia do Cigarro”, estrutura atribuída a Adilsinho como principal liderança. A etapa atual da operação busca aprofundar indícios de transações financeiras ilícitas atribuídas à cúpula do jogo do bicho e suas conexões com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo fluminenses. A decisão de Moraes determinou ainda o sequestro de ativos financeiros e bens móveis até o limite de R$ 22 milhões. Esta fase da Unha e Carne se baseia em documentos contábeis apreendidos originalmente na Operação Fumus, deflagrada em junho de 2021, que investigava o monopólio da distribuição de cigarros na Região Metropolitana do Rio. Planilhas obtidas pelos agentes indicavam repasses periódicos de valores, doações eleitorais sem registro oficial e pagamento de mesadas a pelo menos 20 agentes políticos do estado, de acordo com a PF. A ofensiva está inserida no contexto da ADPF 635 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), conhecida como “ADPF das Favelas”, que orienta a atuação da PF na desarticulação de grupos criminosos estruturados no Rio de Janeiro. A prisão de Poncio e a determinação de transferência do ex-deputado Rodrigo Bacellar para um presídio federal de segurança máxima reacendem o debate sobre financiamento de campanhas e integridade de quadros corporativos e eclesiásticos no estado.
Fonte: Fuxico Gospel
Fonte: Fuxico Gospel