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Polícia diz que síndico que confessou matar corretora pagou advogado com dinheiro do condomínio; vídeo mostra ataque

Polícia diz que síndico que confessou matar corretora pagou advogado com dinheiro do condomínio; vídeo mostra ataque

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi atacada no subsolo de um prédio em Caldas Novas, no sul de Goiás. Segundo o delegado André Luiz, da Polícia Civil, a investigação indica que o síndico do edifício, Cléber Rosa de Oliveira, que confessou o homicídio, usou dinheiro do condomínio para pagar despesas com advogado. A defesa de Cléber não quis se manifestar.

Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025. O corpo foi encontrado em 28 de janeiro, após Cléber confessar o crime e indicar o local à Polícia Civil. De acordo com o delegado, durante depoimento, o filho do síndico, Maykon Douglas, afirmou que o pai sabia que poderia ser preso e não queria que o telefone fosse apreendido para evitar o acesso a aplicativos bancários. A análise do aparelho mostrou que ele não tentou adotar nenhum método para descartar o celular.

A polícia identificou um contrato de honorários enviado em 17 de janeiro. No dia seguinte, 18 de janeiro, o presidente da associação do condomínio registrou boletim de ocorrência relatando um PIX que Cléber teria feito da conta da associação para o filho, Maykon, no valor exato previsto no contrato de honorários.

Os eventuais crimes patrimoniais durante a gestão de Cléber como síndico e administrador da associação do condomínio serão apurados em procedimento próprio já instaurado pelo Grupo Especial de Investigações Criminais de Caldas Novas (Geic).

O corpo de Daiane foi abandonado em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas. Cléber e o filho, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos pela Polícia Civil em 28 de janeiro, no prédio onde a vítima desapareceu. O pai é investigado por homicídio e o filho, por obstrução de justiça. Segundo apuração da TV Anhanguera, o corpo foi encontrado em estado de ossada em Ipameri. O síndico mostrou aos investigadores o ponto onde deixou o corpo após a morte da corretora, em dezembro de 2025.

Mesmo após a confissão, Cléber não detalhou como a vítima foi morta. No avanço das diligências, a polícia localizou o celular de Daiane em uma tubulação de esgoto do prédio. A recuperação do último vídeo gravado pela corretora foi decisiva para o encerramento da investigação. "Foi aí que conseguimos comprovar que o crime foi premeditado e cometido mediante emboscada", disse o delegado João Paulo.

Segundo a Polícia Civil, Cléber e Daiane mantinham um histórico de desentendimentos que resultaram em ações na Justiça. Os atritos estariam relacionados à administração de seis apartamentos da família da corretora, antes sob responsabilidade do síndico e posteriormente transferida para Daiane. Ele chegou a ser denunciado por perseguição.

Outras notícias da região podem ser conferidas no G1 Goiás.

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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