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Pr. Osiel Gomes critica pastores que rejeitam políticos no púlpito, mas recebem verba pública

Pr. Osiel Gomes critica pastores que rejeitam políticos no púlpito, mas recebem verba pública

Declarações do pastor reacendem debate sobre uso da influência religiosa para obtenção de vantagens políticas

Um vídeo que ganhou força nas redes sociais mostra o pastor e escritor Osiel Gomes, da Assembleia de Deus em Titirical (MA), fazendo duras críticas a líderes evangélicos que condenam a participação política nos púlpitos, mas mantêm fortes vínculos com autoridades e estruturas de poder.

Na gravação, o pastor afirma que alguns dirigentes “posam de defensores da pureza doutrinária”, dizendo não permitir políticos no púlpito, enquanto, segundo ele, “recebem recursos do governo” e mantêm parentes empregados em gabinetes. “O teu filho tem uma assessoria de deputado”, dispara Osiel, apontando contradições entre o discurso e a prática.

O religioso também menciona pastores que firmariam alianças com governadores e parlamentares com o objetivo de garantir benefícios pessoais. Para ele, esse tipo de conduta configura um desvio grave dentro da obra. Em determinado momento, Osiel critica o que chama de “mercenarismo ministerial”, citando líderes que, segundo ele, só aceitam dirigir uma igreja mediante salários elevados: “Se a igreja não der 50 salários, ele não lidera”.

A fala repercutiu amplamente porque muitos internautas associaram o discurso ao cenário recente vivido na Assembleia de Deus em Alagoas, liderada pelo pastor José Orisvaldo Nunes de Lima.

Há poucas semanas, o filho do presidente da AD Alagoas, Gunnar Nunes Nicácio, rompeu com o prefeito de Maceió, JHC (PL), e migrou para o PP, partido do deputado federal Arthur Lira. O movimento causou tensão política e resultou na exoneração de cerca de 50 comissionados ligados à denominação — revelando que familiares de diversos pastores ocupavam cargos estratégicos na prefeitura.

De acordo com o jornalista Kléverson Levy, o acordo político envolvendo Lira e Gunnar teria movimentado valores entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões, embora o montante final ainda esteja sob apuração.

O filho do pastor presidente é pré-candidato a deputado federal e deve formar uma chapa com o deputado estadual Mesaque Padilha, filho do vice-presidente da AD Alagoas, Wilton Padilha.

Mesmo sem citar nomes e sem mencionar diretamente a AD Alagoas, muitos internautas enxergaram nas palavras de Osiel Gomes uma leitura fiel da realidade vivida em diversas denominações: discursos contra a política no altar, mas alianças profundas nos bastidores.

Fonte: Fuxicogospel Com

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